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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 158

Stella

Meu coração b**e acelerado a cada passo que Eduardo dá. A expectativa de ver meus filhos faz meu corpo inteiro tremer de ansiedade. Entramos na UTI, que agora é uma sala exclusiva para nossos pequenos, vigiada com segurança vinte e quatro horas por dia.

— Mamãe, vem, vou apresentar meus irmãozinhos! — Bella diz, toda empolgada.

Edu me ajuda a levantar, e todo o tempo duas enfermeiras me acompanham, além de Eduardo, sempre presente ao meu lado.

— Este é o mais preguiçoso, ele é o Bento. — Bella aponta para o primeiro berço com um sorriso. — Acorda, preguicinha, a mamãe veio te conhecer! — Ela fala com a voz mais doce que já ouvi.

Bento se mexe levemente, estica os bracinhos, mas logo volta a se encolher. Meu coração se derrete ao vê-lo, tão frágil e sereno.

Eles estão apenas de fraldinhas, todos recebendo oxigênio. Eu me aproximo, com um nó na garganta, e faço um carinho suave em sua cabecinha. Ele enruga a testa e resmunga baixinho, arrancando de mim um sorriso entre lágrimas.

Edu faz carinho em minhas costas, o que me deixa feliz, por ter seu conforto.

— Eles estão respirando sozinhos, mas o pediatra achou melhor deixá-los com um pouco de oxigênio, até que se acostumem e percebam que já nasceram. — Eduardo diz, lendo meus pensamentos enquanto eu observava o canudinho no narizinho do meu pequeno Bento.

A enfermeira da UTI se aproximou com um sorriso acolhedor.

— Eles acabaram de tomar o leitinho, por isso estão dormindo, ou talvez apenas preguiçosos. Bento é o mais tranquilo, mas também o mais preguiçoso. Dá um trabalhão para acordá-lo na hora de comer; às vezes, temos que passar algodão molhado em seu rostinho, o que o deixa irritado. — disse ela, sorrindo com carinho.

Era evidente o amor que ela sentia pela profissão, refletido no cuidado e na atenção dedicados aos meus filhos.

— Isso é normal? — Pergunto, a preocupação apertando meu peito.

— Sim, é completamente normal. Eles ainda não perceberam que não estão mais dentro de você. Às vezes, precisamos colocá-los juntos para que se acalmem, porque sentem falta uns dos outros. — Sorrio, emocionada com a pureza desse vínculo entre eles. É mágico.

— Mamãe, esse é o mais arteiro e resmungão. Eu o chamei de Benício. Acho que inverti os nomes, mas agora já foi... — Bella ri de si mesma, e eu e Edu não conseguimos evitar, sorrimos junto. — Oi, Bê, essa é nossa mamãe, seja bonzinho e não chora.

Benício fixa seus olhinhos em Bella, como se entendesse cada palavra.

— Oi, meu amorzinho, estou tão feliz em te conhecer... — Digo, emocionada. Ele vira a cabecinha na direção da minha voz e me olha com aqueles olhos acinzentados, ainda incertos, mas que parecem prometer um brilho claro e profundo.

Faço carinho em seu rostinho, e ele agarra meu dedo com força, como se dissesse: “Não vai embora, mamãe”.

— Que emoção... Eu não sabia que ele lembraria do tempo passado no meu ventre. — Respondo, completamente boba e feliz por meu filho me reconhecer.

A enfermeira sorri suavemente, balançando a cabeça em concordância.

— Sim, os bebês têm uma memória impressionante. O vínculo que vocês compartilharam no ventre é muito forte. Esse som é a primeira melodia que ele conheceu, e agora, fora do ventre, ainda é o que mais o acalma. É um laço que nunca se rompe.

As palavras da enfermeira tocam profundamente o meu coração. Sinto meus olhos se encherem de lágrimas enquanto olho para o rostinho adormecido do meu filho, aconchegado em meu peito. Uma mistura de amor, gratidão e emoção me invade. Passo delicadamente a mão sobre sua cabecinha, sentindo cada batida do meu próprio coração sincronizar com o dele. Com delicadeza, coloco Benício de volta no berço e me aproximo da minha princesinha, que também está acordada.

— Mamãe, esta é a Beatriz! Ela parece uma bonequinha loira, não parece? — Bella exclama, animada.

— Ela é linda mesmo, Bella. A boquinha dela é igualzinha à sua. — Digo, observando a semelhança entre as irmãs, o que deixa Bella radiante de felicidade.

Pego Beatriz no colo e, assim como o irmão, ela se aconchega em meu peito. De repente, ela levanta a mãozinha, e eu abaixo meu rosto para que ela possa tocar minha face com seus dedinhos minúsculos.

O momento é verdadeiramente mágico. Sinto um calor profundo e avassalador ao ver o rostinho tranquilo da minha filha, repousando em meu peito. A felicidade que me invade é tão intensa que parece não caber no meu peito. As lágrimas rolam livremente, enquanto a certeza do nosso vínculo eterno me envolve com uma paz indescritível. Esta é a posição onde eu sempre quis estar, ser mãe é uma dádiva.

A cada batida do meu coração parece sussurrar um agradecimento silencioso por ter meus filhos ao meu lado.

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