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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 170

Bella

Hoje é o dia só meu e da mamãe. Acordei empolgada, com o coração batendo rápido e um sorriso que não saía do meu rosto. Fazia tempo que não tínhamos um momento só nosso. Desde que meus irmãos nasceram, as coisas mudaram muito, e às vezes me sinto... meio deixada de lado. Não que eu não goste deles – eu amo muito cada um, até o Bentinho, que chora demais. Mas hoje será especial. Hoje será só eu e a mamãe.

— Pronta, Belinha? — A voz da mamãe me chamou lá da cozinha. Eu estava no meu quarto, colocando meu vestido favorito, um rosa com flores que a bisa Antonella me deu. Corri até a cozinha, meus pés batendo no chão de madeira, o som ecoando pela casa. A mamãe estava linda, como sempre, usando um vestido longo e solto. Seu sorriso me fez sentir bolhinhas no estômago. Pressinto um dia perfeito.

— Prontíssima, mamãe! — respondi, saltitando até ela. Ela se abaixou e me deu um abraço apertado, daquele jeito que só ela sabe fazer, que me faz sentir segura e amada.

O papai estava com os trigêmeos na sala, tentando dar conta de tudo. Era engraçado. Ele estava todo atrapalhado, com o Beni em um braço, a Bia no colo e o Bentinho no carrinho. Eu ri. Papai é ótimo, mas cuidar dos três de uma vez parece difícil até para ele. Ele me olhou com um sorriso cansado.

— Bom passeio, meus amores — ele disse para nós duas.

— A gente vai se divertir! Não é, Bella? — Mamãe falou, e eu pulei de alegria.

O papai deitou os bebês no chão, caminhou até nós e deu um beijo na minha testa, seguido de um beijo na boca da mamãe. “Eca, é nojento! Não sei por que fazem isso!”

— Tchau, papai! — falei, abraçando-o. Tentei parecer mais animada do que estava, porque uma parte de mim queria ficar e ajudá-lo com os bebês, mas a outra parte queria o papai e a mamãe só para mim... Mesmo sabendo que, por agora, isso não seria possível.

No caminho até o salão de beleza, a mamãe dispensou o motorista e colocou minha música favorita no carro. Eu cantei bem alto, e a mamãe me olhava pelo retrovisor com um sorriso no rosto. Às vezes, ela até cantava comigo. Ela parecia feliz, e isso me deixava feliz também. Mas, lá no fundo, eu sentia um peso no peito, como se algo estivesse errado, mesmo sem saber exatamente o que.

Quando chegamos ao salão, a mamãe me deixou escolher o esmalte que eu queria. Escolhi um azul brilhante, igual ao céu no verão. Ficamos lado a lado, nossas mãos sendo pintadas. Eu observava cada movimento dela. Ela me olhava de vez em quando, perguntando se eu estava gostando. E eu estava, mas não conseguia parar de pensar nos meus irmãos. Será que o papai estava dando conta? Sei que a tia Mona estava ajudando, mas será que eles estavam bem sem a mamãe?

— Mamãe, você acha que eles estão com saudade de você? — perguntei, olhando para ela com os olhos arregalados.

— Eles estão bem, querida, o papai deve estar entretendo eles — ela respondeu, sorrindo. — Tente esquecer um pouquinho e aproveite. Hoje é nosso dia, lembra? Só eu e você.

Balancei a cabeça, concordando com ela, mas por dentro me sentia estranha. Eu amo meus irmãos, de verdade. Fico no quarto com eles, dizendo que sou a irmã mais velha e que sempre cuidarei deles. Mas... por que me sinto assim? Meio invisível. Como se todos só pensassem neles agora.

— Mamãe, você me ama mais do que eles? — As palavras saíram antes que eu pudesse parar, e congelei. Será que ela ficaria brava?

A mamãe parou de olhar as unhas e me encarou, surpresa. Por um segundo, achei que tinha feito algo errado, que ela não iria mais querer passar o dia comigo. Mas ela se abaixou, olhou bem nos meus olhos e me puxou para um abraço.

— Eu amo você tanto quanto amo seus irmãos! — ela sussurrou no meu ouvido. — Não tem como amar mais um filho do que o outro. Todos estão no mesmo nível de amor! Você sempre será minha menininha. Agora tenho duas menininhas e dois menininhos. Sou uma mãe de sorte.

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