Stella
Abraçada com meus filhos após nossa lua de mel, era difícil acreditar que havíamos passado por tantas mudanças em tão pouco tempo. Eduardo e eu estávamos casados, nossas vidas finalmente alinhadas, e agora era hora de voltar ao nosso cotidiano, cercados pela nossa família e amigos. Assim que cruzamos a porta de casa, fui recebida com abraços e vozes alegres nos davam boas-vindas, o que me lembraram o quanto esse lugar era o meu porto seguro.
Um jantar foi preparado, em homenagem à nossa volta para casa, nossos amigos e familiares haviam organizado em comemoração ao nosso retorno. A mesa estava posta com carinho, e a casa estava cheia de vozes familiares que me traziam uma gratidão enorme por tê-los em minha vida. Olhei para Eduardo do outro lado da mesa, e seus olhos encontraram os meus, refletindo a mesma alegria e gratidão. Ele sorriu, aquele sorriso cúmplice que só eu conhecia, e senti meu coração se aquecer.
Michael, como sempre, foi o primeiro a quebrar o silêncio com uma piada.
— Bem-vindos de volta, recém-casados! Agora que vocês estão oficialmente casados e voltaram de uma lua de mel paradisíaca, eu só tenho uma pergunta: quando é que o próximo bebê chegará?
Todos riram, inclusive eu, embora meus olhos tenham se estreitado levemente em direção a Michael.
— Mal conseguimos sobreviver a três bebês de uma vez, Michael, — respondi rindo. — Você está tentando nos matar?
Poliana, ao seu lado, deu um leve empurrão no braço dele, revirando os olhos.
— Deixe-os aproveitar, amor. Não precisa já colocar pressão nos dois!
— Não estou colocando pressão, — ele rebateu, levantando as mãos em falsa defesa. — Só estou pensando em estatísticas. Vocês estão em lua de mel, e sabemos como essas coisas acontecem.
— Querido, as estatísticas mostram que você é o próximo a ser pai, — brinquei, com um sorriso travesso. Poliana riu alto, e Michael fez uma expressão de quem havia sido derrotado.
O jantar continuou leve e descontraído, com todos compartilhando histórias e risadas. Monalisa, sempre observadora, contava as artes das crianças enquanto estávamos fora.
— Bia tem o dom da diplomacia, mas Bentinho… esse aí vai dar trabalho. Ele e Beni são um furacão juntos! Com o comando de Bella então, essas crianças nos deixaram de cabelo em pé.
— Nem me fale, — suspirei, pensando em como os dois meninos puxaram a energia explosiva de Eduardo. — Mas pelo menos Bella é meu porto seguro.
— É claro! Mamãe! — Bella respondeu com um sorriso largo, sentada ao meu lado, orgulhosa de ser a mais responsável.
— Porto seguro… ela é que orquestra as artes, isso sim. — Soltei uma gargalhada lembrando como nosso começo foi difícil, e nas vezes que pensei em desistir, “ainda bem que não desisti.”
Estávamos todos relaxados, aproveitando a atmosfera agradável, quando Emma se levantou, chamando a atenção de todos. Ela parecia um pouco nervosa, mas havia um brilho nos olhos dela que me deixou curiosa.
— Eu… tenho um anúncio a fazer, — disse ela, interrompendo as conversas ao redor da mesa.
Eu, sempre pronta para provocar, não resisti.
— Finalmente vai trocar a aliança de mão, porqueira? — brinquei, me referindo ao fato de que Leonardo e Emma ainda não haviam se casado oficialmente, apesar de estarem juntos há tanto tempo. Isso gerou uma onda de risadas ao redor da mesa, e Leonardo riu junto, balançando a cabeça, sem saber o que esperar.

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