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Laços Implacáveis romance Capítulo 133

— Deixa eu falar com ele — pediu Hugo, com um olhar cheio de ternura. Era a primeira vez que ficava tanto tempo longe do filho desde que ele havia nascido.

— Onde você está, papai? — perguntou uma voz infantil e doce do outro lado da linha.

— Estou numa viagem de negócios.

— Por que você foi embora sem me levar junto? — Jeremy reclamou.

Um sorriso abafado escapou de Hugo. Já conseguia imaginar o menino fazendo bico naquele momento.

— Foi uma viagem urgente, filho. Mas prometo que vou te trazer um presente quando eu voltar.

— Então quero três presentes! — exigiu Jeremy.

— Fechado. Mas tem que obedecer ao Sr. Norris.

— Eu vou.

Depois disso, Hugo sentiu o coração mais leve. Carter pegou o telefone de volta e mandou Jeremy sair antes de perguntar:

— Como estão as coisas? Conseguiu melhorar sua relação com a Srta. Stuart?

— Ela já tem uma boa impressão do Sean.

— E quanto ao Hugo?

— Se eu não estivesse machucado, ela ainda me odiaria com todas as forças.

— Já pensou como vai contar tudo no futuro? Se ela descobrir que Sean é você, a dor será de outra natureza — advertiu Carter.

Hugo soltou um leve suspiro.

— Eu sei o que estou fazendo.

— Só não demore demais. Não deixe que ela se apaixone ainda mais por Sean — aconselhou Carter com seriedade.

Após desligar, Hugo apertou o celular com força. Sempre fora firme em suas decisões, mas agora estava hesitando. Bastaria dizer que Sean se casaria, e Celia jamais voltaria a procurá-lo. Seria o fim dos sentimentos dela por sua identidade secreta.

Nesse momento, a campainha tocou.

Hugo foi até a porta e olhou pelo olho mágico. Em segundos, seu semblante escureceu.

“Bryce de novo?”

O homem do lado de fora continuava tocando a campainha sem parar. Com receio de que Celia fosse acordada, Hugo não teve escolha a não ser abrir.

Assim que Bryce viu quem atendeu, sua expressão mudou.

— Onde está a Celia? — perguntou, examinando Hugo de pijama.

— Está descansando. Dormiu faz pouco tempo — respondeu Hugo, cruzando os braços com ar provocador.

Bryce travou a respiração. Se Hugo não estivesse ferido, até acreditaria que os dois haviam... se reconciliado.

Mas, dada a lesão, seria impossível que tivessem feito algo que a deixasse exausta a ponto de dormir.

— Ela deve ter cochilado, né? Por que ainda está dormindo a essa hora? — Bryce comentou, tentando soar descontraído, e tentou entrar.

No entanto, um braço firme o impediu.

— Você não pode entrar sem a permissão dela.

Bryce arqueou uma sobrancelha.

— Considerando a minha relação com Celia, tenho todo o direito de entrar na casa dela.

— Eu disse que não — Hugo permaneceu firme, bloqueando a passagem.

Nesse momento, uma voz feminina ecoou atrás deles, carregada de irritação:

— E desde quando você tem o direito de decidir isso?

Celia, que havia acordado, estava de pé atrás de Hugo. Bryce estava furioso, mas ela não parou:

— Entra, Bryce.

Bryce sorriu como uma criança que ganha um doce. Passou por Hugo, resmungando algo inaudível.

Hugo inflou as bochechas, visivelmente irritado. “Ela não disse que não deixaria esse cara entrar mais aqui? Agora volta atrás assim, sem mais nem menos?”

— Gostaria de te convidar para jantar esta noite, Celia — disse Bryce, esperando que ela estivesse farta da convivência com Hugo.

— Claro! — respondeu ela, desejando sair para espairecer.

— Você não está autorizada a ir — interrompeu Hugo com uma voz fria.

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