Loucos Por Ela Capítulo 12

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Felipe

Chegamos no Rio e cada um seguiu para seu apartamento. A verdade é que eu já estava com saudades do calor que faz aqui, totalmente contrário do clima instável de São Paulo, que ao mesmo tempo que está sol, já começa a chover.

Guardei o carro no estacionamento e segui para o elevador. Senti um frio na barriga e foi inevitável não lembrar daquele dia. Entrei no apartamento e comecei a desfazer as malas, em seguida, fui até a casa de meus pais.

Minha mãe que estava de costas falando ao telefone, nem me viu chegar. Fiquei parado na porta esperando que ela encerrasse a ligação e após, chamei sua atenção para mim.

— Será que alguém nessa casa sentiu minha falta? — Ela virou-se imediatamente e em seu rosto desabrochou um sorriso largo.

— Meu filho, que saudades! — Caminhou em minha direção e nos abraçamos.

— Como você está, mãe?

— Estou bem, meu amor… e você?

— Agora que estou de volta, muito melhor! — Ganhei outro abraço apertado, em seguida, perguntei. — Meu pai já foi para a empresa?

— Sim, mas virá almoçar em casa. Vai comer conosco, né?! Mandei preparar rocambole de carne com cheddar e de sobremesa, torta de chocolate com avelã e amêndoas.

— Hum... que delícia… até me deu fome! — Ela sorriu. — Vou ficar sim, mãe.

— Perfeito! — Sua expressão satisfatória, deixou-me contente.

— E as meninas?

— Ayla ainda não voltou da viagem e Kate está no quarto.

— Vou lá falar com ela!

— Faça isso! Eu vou ver como está o andamento do almoço.

Minha mãe seguiu para a cozinha e eu fui na direção dos quartos. Minha irmã estava tão concentrada que nem me viu abrir a porta.

— Não deveria trabalhar tanto! Assim vai se desgastar! — Proferi ao ver a quantidade de papéis em cima de sua mesa e ela rapidamente levantou da cadeira e correu em minha direção.

— Fe... Ah que saudade, irmão! — Pulou em meu pescoço e quase caímos.

— Ei!!! — Nós nos equilibramos e rimos. — Eu também estava com muita saudades!

— Nossa, como você está lindo! Pelo visto, São Paulo te fez bem! — Me olhou de cima embaixo.

— Olha quem fala... é você quem está encantadora!

— Ah, obrigada! — Ela forçou um sorriso e nesse momento eu percebi que algo não estava bem.

— O que aconteceu?

— Nada… Por que a pergunta? — Seu nervosismo evidenciou que não me enganei e se ela pensa que vai conseguir me enrolar, está errada.

— Não minta, Kate! Te conheço suficientemente bem para saber que há algo errado. O que houve? — Ela respirou fundo e acabou entregando os pontos.

Está bem... vamos nos sentar que eu te conto.

nas poltronas e ela começou a falar.

O Victor apareceu na loja! — Quem ficou surpreso fui

— Victor? Seu ex-namorado? — Assentiu.

— O próprio!

Mas ele não estava morando no Canadá?

— Pois é... depois de 6 anos resolveu voltar.

— E quando isso aconteceu?

— Não sei ao exato, mas a visita foi ontem.

Agora entendo porque ela está assim.

— Vocês conversaram?

— Pouco, mas ele disse que não me esqueceu e me convidou

— Isso mexeu com você, né?!

vou mentir, fiquei abalada. Depois de todo esse tempo sem saber absolutamente nada sobre ele, vê-lo em minha frente me fez tremer. Ainda mais porque o motivo do nosso término foi essa

— Ainda gosta dele?

exatamente esse o problema... eu não sei o que pensar,

Kate, é normal levar esse choque após tanto tempo sem ver alguém que foi seu namorado, mas você precisa se tranquilizar para conseguir organizar os sentimentos e então descobrir se ainda gosta dele ou

— E como eu faço isso?

isso você vai ter que descobrir sozinha, mas tenho certeza que esse retorno servirá para você entender o que há dentro desse coraçãozinho. Dê tempo ao tempo e não deixe que ele

Você tem razão, Fe! Com a distância é fácil pensar que eu o esqueci, mas agora vou tirar minhas próprias conclusões e que seja o que

É isso aí! E seja lá qual for sua decisão, sabe que vou te

Obrigada, irmão! — Dei um beijo em sua testa e ela deitou a cabeça no meu

e você... gato desse jeito, com certeza pegou geral em São Paulo, né?!

você, Kate? minha própria irmã pensando esses absurdos sobre mim? — Foi ela

Eu estou brincando… sei que você não é

Ah bom! — Sorrimos. — Sabe, irmã... eu acho que estou apaixonado! — Ela se levantou e me