Loucos Por Ela Capítulo 29

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Allana

Felipe chegou e eu agradeci a Deus, pois já não tinha mais forças para tentar me soltar das mãos de Igor. Aquelas mãos asquerosas que ele passava em meu corpo sem cessar, as mesmas mãos nojentas que rasgaram minha blusa e ao mesmo tempo apertavam meus seios como se fossem um objeto, enquanto ele se esfregava no fino tecido de minha calcinha, me fazendo senti-lo duro e me causando repulsa.

Os dois entraram em luta corporal e eu me assustei ao ver aquela cena bem à minha frente e por mais que Igor merecesse a surra que estava levando, eu não aprovo violência e com a força fora do comum que Felipe batia nele, precisei intervir, ou ele não iria parar.

— Por favor, Felipe, pare! Vai matá-lø! — Pedi desesperadamente ao vê-lo desferindo um soco atrás do outro no rosto de Igor e ele atendeu meu pedido.

— Some daqui seu desgraçadø e não volte a se aproximar dela de novo! Você nunca mais vai machucá-la! Entendeu? — Ordenou ao sair de cima de Igor e ele levantou com a mão na boca e o nariz sangrando.

— Isso não vai ficar assim! — Ameaçou enquanto saia do apartamento e eu temi, pois em seus olhos havia sede de vingança e então Felipe trancou a porta.

— Fica calma… agora eu estou aqui e não vai acontecer mais nada. — Ao ver que eu estava apenas de calcinha e com a blusa rasgada, tirou a camiseta e me deu. — Toma, coloca isso!

Eu vesti e em seguida ele me abraçou, tentando me acalmar, enquanto eu chorava sem parar.

— Ele não vai me deixar em paz… — Lamentei entre soluços e ele mais uma vez foi otimista.

— Vai sim, eu me encarrego disso! Sente-se um pouco, vou pegar água para você.

Sentei no sofá e logo ele voltou com um copo cheio, me entregou e acomodou-se ao meu lado. Bebi um pouco do líquido fresco e consegui me tranquilizar um pouco, então ele me olhou de um jeito carinhoso.

— Está mais calma? — Eu assenti. — Então me conta exatamente o que aconteceu.

Inspirei, enxuguei as lágrimas e comecei a falar.

— Quando você saiu eu decidi fazer café e acabei sujando a roupa com o pó, então fui me trocar e assim que tirei o short, lembrei que esqueci de ligar a cafeteira e voltei, mas quando cheguei na sala me deparei com ele sentado aqui. Aí ele começou falar que havia visto você saindo daqui e questionou o porquê eu estava vestida assim e tal… Ai Felipe, na verdade ele falou muitas coisas que eu não gostaria de ter que repetir.

— Ele disse que você e eu temos um caso… certo? — Confirmei com um gesto, apenas e baixei a cabeça, então ele segurou em meu rosto com todo cuidado e nos encaramos.

— Não precisa ter vergonha! Ele me viu saindo, entrou e te viu de roupa íntima e interpretou tudo errado, porque a mente doente dele, não permite que ele enxergue o que realmente aconteceu… que ele perdeu uma mulher incrível por sua própria insegurança. — Forcei um sorriso sem graça e talvez, para me deixar mais à vontade, ele mudou o rumo do assunto. — Vou ligar para o chaveiro para já ir adiantando e depois falarei com o síndico, pois você havia acabado de proibir a entrada dele e o porteiro o deixou entrar.

— Você não precisa fazer isso!

Mas eu quero! — Sua convicção me deu a certeza de que ele não iria desistir. — Vá se trocar… eu limpo

A sala realmente está uma bagunça, pois eles derrubaram o vaso que estava em cima da mesinha de centro e sujou tudo, isso sem contar que havia sangue de Igor no chão onde eles caíram e como Felipe recomendou, segui para o meu quarto, mas em vez de só me trocar, preciso mesmo é de um banho, pois me sinto suja ao lembrar daqueles toques em minha pele.

debaixo do chuveiro e comecei a ensaboar meu corpo com muita espuma, até que não restasse mais rastros das mãos daquele infëliz! Quem ele pensa que é para me tratar dessa forma? Por mais que desconfiasse de mim, eu jamais o desrespeitei e mesmo assim ele me ofendeu com palavras de baixo calão, mas nada supera querer me obrigar a fazer sexø com ele. Ele não tinha esse direito!

Ainda muito abalada, chorei por longos minutos e quando já estava me sentindo melhor, desliguei o chuveiro e saí. Fiz uma hidratação rápida no corpo, vesti um shorts de elástico e uma blusinha básica, penteei os cabelos e deixei soltos para secar, então peguei a camiseta de Felipe e fui devolver.

Pude ouvi-lo discutindo assim que saí do quarto e imaginei que ele estava em ligação. Ao me aproximar, entendi que o assunto era a respeito do porteiro, então esperei que ele desligasse e fui até a sala.

Estava chorando de novo, né? — Perguntou ao me ver parada atrás do sofá e confesso que não consegui tirar os olhos de seu tórax nu.

— Não… aqui está sua camiseta, obrigada! — Estiquei o braço entregando-lhe e ele se aproximou para pegar.

Claro que isso me deixou nervosa! Qualquer proximidade com ele me deixa! E ainda mais assim, com esses músculos expostos bem em minha frente…

Ele vestiu e peça que lhe devolvi, mas outra vez insistiu.

Estava chorando, sim! Seus olhos estão mais vermelhos e por favor, não me diga que deixou cair shampoo. — Foi impossível não rir. — Isso… assim está melhor! Entendo que esteja mal por tudo o que houve, mas continue sorrindo e não deixe que nada apague seu brilho, eu estou aqui para cuidar de você! Além disso, já resolvi tudo com o síndico, pode

Mas e o chaveiro? — Perguntei já aflita ao pensar que ele havia esquecido, mas o mesmo

— Já deve estar chegando!

vez respirei aliviada e agradeci a Deus por tê-lo por perto, pois se não fosse por ele, Igor teria conseguido o que

Não sei nem como te agradecer,

Não chore mais e eu já fico

bem! Mas agora sente aí e me espere… eu já volto! — A expressão de dúvida ficou óbvia no rosto dele, mas fez o que

está com um corte na sobrancelha e depois de tudo que fez e está fazendo por mim, o mínimo que posso fazer é higienizar o machucado. Peguei a maleta de primeiros socorros no quarto e voltei para