Loucos Por Ela Capítulo 39

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Felipe

Os seguranças nos tiraram do restaurante e enquanto um deles acompanhou Igor até seu carro, o outro não tirou os olhos de mim, que fiquei aguardando a saída de Allana, ao lado de Caio.

Quando finalmente ela apareceu tentei conversar, mas foi em vão. Ela destrambelhou falar e não me deu chance de abrir a boca, entrou em seu carro e foi embora. Até tentei ir atrás, mas meu amigo impediu.

— Deixa ela cara! Não é o momento. — Disse barrando a minha passagem com a mão em meu ombro e eu desabafei totalmente desconcertado.

— Eu não posso acreditar que ela está agindo assim… Eu só a estava defendendo!

— E o que você esperava? Ela estava muito assustada quando cheguei… é normal reagir assim. Vocês pareciam dois ogros! — Falou mostrando sua indignação, enquanto eu, em silêncio, apenas acompanhei com o olhar o carro dela deixando o local. — O que pretende fazer agora? — Perguntou.

— Respeitar a decisão dela. Embora, não por completo. — Ele me encarou intrigado.

— Não entendi. O que você vai fazer se ela não quer que se aproxime?

— Embora seja difícil, vou tentar manter-me afastado e como ela não me quer por perto, pretendo garantir sua segurança de outro jeito. — Articulei deixando meu amigo todo confuso.

— Não sei o que está planejando, mas saiba que suas ações podem refletir de maneira ainda mais negativa a ela. Você pensou bem a respeito? — Indagou, deixando em evidência sua preocupação.

— Eu já perdi o que queria ter no momento, não tenho mais o que temer, mas uma coisa é certa… preciso evitar uma tragédia que me tire ela de vez! Sendo assim, prefiro aturar seu ódio e rancor, do que não ter nem isso. — Expressei-me decidido, enquanto ele me olhava claramente tentando decifrar o que eu dizia, então conclui. — Você segura as pontas na empresa? Preciso ir para o meu apartamento limpar esses ferimentos e resolver essa questão.

— Claro! Pode ir tranquilo e tome cuidado com o que pretende. Se precisar de algo, já sabe!

— Valeu irmão. — Agradeci com um abraço e ambos saímos para pegar os carros.

Cheguei no edifício, subi e fui direto para o banho. Lavei bem o corte de meu nariz com água corrente e sabão líquido e ao terminar, fui até o closet e vesti uma cueca e uma bermuda. Terminei a higienização do machucado, passando um spray anti-séptico que é também cicatrizante, tirei o excesso com algodão sem me importar com a dor e ainda de cabeça quente, sentei na cama e peguei o celular para fazer uma ligação.

E ai, Fe!? Estava pensando em você agora e já ia te ligar, mas como se adiantou, diga-me, o que houve? Para você estar ligando no horário de almoço deve ser algo importante… É algum problema com a empresa? Algum cliente reclamou? — Gustavo indagou preocupado e eu permaneci calado tentando escolher a melhor forma de abordar o assunto.

— Gustavo, preciso de sua ajuda, mas fique tranquilo, os assuntos da empresa estão sob controle. O problema é outro. — Expliquei apreensivo em busca das palavras exatas para iniciar.

— Está me deixando preocupado. Conte-me, o que está havendo? — Interrogou ansioso.

Vou pedir que me ouça primeiro. — Ressaltei sabendo que ele não o fará e recebi apenas um "ok" como resposta. Respirei fundo e dei início ao relato. — Lembra que comentou comigo que sua irmã veio morar no Rio? — Não esperei que ele respondesse e continuei. — Então… por uma grande coincidência, nós moramos no mesmo

— Não estou entendendo Felipe, o que tem a ver morar no mesmo edifício que minha irmã com o seu pedido de ajuda? Aconteceu alguma coisa com Allana? — Perguntou aflito e tentei tranquilizá-lo.

Calma! Me deixe terminar. — Tomei coragem, e então comecei a falar. — Quero que saiba que estou lhe contando isso porque sei o quanto você se preocupa

Felipe, desembucha! Está me deixando nervoso. — Ralhou e então

Gustavo eu a conheci por acaso e as coincidências continuam... Ela é amiga da minha irmã e também namorava o meu amigo de infância. Você sabe do envolvimento que eles tiveram, né? — Indaguei e o silêncio perdurou por alguns segundos, então

ela me deu a notícia do término e foi a melhor que eu poderia ter

essa razão estou entrando em contato com você. Ele não aceitou bem o fim do relacionamento e está a perseguindo constantemente. — Suspirei e o receio me fez calar por

que foi? Ele fez alguma coisa para minha irmã? Fala pørra! — Esbravejou e como ele quer ir direto ao ponto, que seja

Ele agrediu Allana e ela está te evitando porque está com o pescoço cheio de hematomas. — Falei e ouvi uma baforada do outro lado da

você me pede calma se minha irmã está em perigo? Estou a caminho e em algumas horas estarei aí. Desmarque tudo o que tiver e me espere! — Sem mais delongas ele desligou o telefone na minha