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Meu Bebê Escolheu um Novo Pai! romance Capítulo 2

— E a pessoa que estava deitada ao seu lado era o meu papai, Leonardo Lacerda.

— O quê? Foi ele? Eu sempre achei que fosse o Adolfo.

Vitória apertou o buquê com força, uma fina camada de suor brotando em suas palmas.

A cena de três meses atrás inundou sua mente como uma maré:

Naquela noite, Adolfo disse que precisava encontrar um cliente importante e pediu que ela o esperasse no Clube Privado Fênix.

Ela foi, bebeu uma taça de vinho, e então sua consciência começou a ficar turva.

Ela se lembrava de sair do camarote apoiando-se na parede. As luzes do corredor a ofuscavam a ponto de não conseguir abrir os olhos, e então empurrou uma porta...

E depois...

Ela tentou recordar os detalhes daquela noite, mas só conseguia capturar fragmentos embaçados:

Respirações entrelaçadas na escuridão.

Uma palma ardente pressionando sua cintura.

E ofegos profundos e contidos em seu ouvido.

Aquele era Leonardo Lacerda?

Aquele Leonardo Lacerda, conhecido como o magnata da capital, que nunca teve uma mulher ao seu lado?

Ao acordar no dia seguinte, ela estava em um quarto desconhecido, completamente sozinha, e sentia o corpo inteiro como se tivesse sido atropelado.

Ela achou que Adolfo tivesse saído mais cedo por causa de algum imprevisto, então se vestiu apressadamente e também foi embora.

Ela sempre acreditou que quem havia dormido com ela fora Adolfo, pois fora ele quem havia organizado tudo.

Então, na verdade...

— Mamãe, você se lembrou? — A vozinha soou exultante. — Aquela noite foi incrível! O papai sempre manteve distância das mulheres, mas ele havia sido drogado, e como você o abraçou e o beijou tanto, a paixão entre vocês pegou fogo...

— O resto eu não posso contar, senão a mamãe vai morrer de vergonha! — A criancinha riu gostosamente.

O rosto de Vitória corou intensamente.

Ela queria cavar um buraco no chão e se esconder.

Ela era tão ousada assim quando estava bêbada?

No altar, a expressão apaixonada no rosto de Adolfo já estava quase desmoronando, e ele a apressou em voz baixa: — Vitória, estão todos esperando.

O sorriso afetuoso no rosto de Adolfo congelou, como se ele tivesse levado um tapa forte no rosto.

Ele arregalou os olhos para Vitória, incrédulo: — Vitória, o que você disse?

— Eu disse que não aceito. — Vitória o encarou, pronunciando cada palavra com clareza. — Adolfo, este casamento está cancelado.

— Você enlouqueceu? — O semblante de Adolfo escureceu de repente, e ele instintivamente estendeu a mão para agarrar o pulso dela. — Vitória, pare de causar confusão, há tantos convidados assistindo...

— Não encoste em mim.

Vitória deu um passo para trás, protegendo o próprio ventre.

Aquele gesto tornou o olhar de Adolfo ainda mais sombrio.

— Vitória, seja o que for, podemos conversar depois que o casamento acabar...

— Mamãe, não tenha pena, chute logo esse canalha e vá atrás do meu papai rico e bonitão, senão você vai se arrepender amargamente.

— Esse traste só quer o seu dinheiro, depois ele vai te torturar até a morte. Minha querida mamãe, eu não quero morrer, ainda quero ter a chance de ver este mundo maravilhoso.

— Eu não vou me casar! — Vitória aumentou o tom de voz.

O bebê em sua barriga não iria mentir para ela. Se ele disse que Adolfo era um canalha, então definitivamente ela não deveria se casar!

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