Entrar Via

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 101

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

O calor do corpo do Lucian ainda estava comigo e o seu aroma pairava ao meu redor como uma névoa inebriante. Por um breve instante, desejei poder permanecer envolta nele e deixar o mundo esperando.

Mas a realidade, ou seja, a bendita da Maya Cartridge, estava voltando à tona.

"Ela vai acabar te encontrando mais cedo ou mais tarde," Lucian murmurou, e eu me arrepiava quando os seus lábios tocavam o ponto sensível atrás da minha orelha.

Ele parecia, ao mesmo tempo, estar rindo e levemente irritado.

Suspirei e me virei para dar um beijo rápido na sua têmpora antes de me afastar. "É melhor eu ir. Provavelmente ela entrou em pânico quando acordou e viu que eu não tava no quarto."

A mão dele apertou a minha por um breve momento relutante e depois afrouxou. "Vai. Antes que ela venha aqui e me destrua por te roubar." Um sorriso malicioso apareceu nos seus lábios. "Embora eu duvide que me sentiria muito culpado por isso."

Revirei os olhos, mas não consegui evitar o sorriso que se formou no meu rosto. Meu coração ainda estava acelerado por causa da intensidade do que quase aconteceu entre nós.

Toquei o queixo dele uma última vez, guardando o formato na memória, antes de me levantar.

Peguei mais um morango coberto de chocolate e sai discretamente para o corredor mal iluminado.

Maya estava no meio da passagem, descalça, com o cabelo bagunçado pelo sono e abraçando o seu cobertor como uma criança com medo do escuro. No momento em que me viu, seu rosto se iluminou de alívio.

"Aí está você! Deuses do céu, Sera, eu pensei..." Suas palavras foram interrompidas quando seus olhos passaram por mim em direção à porta de vidro de onde eu vim.

Não precisei me virar para saber o que ela estava vendo: o Lucian ao lado da fonte termal, arrumando as coisas após outro encontro interrompido.

As sobrancelhas dela subiram e depois um sorriso cheio de segundas intenções apareceu nos seus lábios.

Senti o meu rosto esquentar.

"Ah." Ela soltou um suspiro exagerado, segurando o peito como se tivesse flagrado algo escandaloso. "Entendi, entendi. E eu estava aqui preocupada, achando que você tinha sido sequestrada ou caído numa fonte termal ou algo assim, mas não. Você estava... ocupada."

Enterrei meu rosto nas mãos e suspirei. "Maya."

Ela riu suavemente, mordendo o lábio para não me provocar ainda mais. "Desculpa, desculpa! De verdade, não quis interromper. Eu só fiquei preocupada. Mas claramente, com o Lucian, você tá em segurança." Seus olhos brilharam de uma maneira travessa. "Você tava segura, né? Porque talvez agora não seja o melhor momento para ter outro bebê..."

"Maya!" Ela gargalhou enquanto eu gemia. "Você é terrível."

"Isso eu sou." Ela recuou um passo, com um sorriso que iluminava o corredor. "Vou deixar vocês em paz, então. Divirtam-se." Ela piscou.

Mas, quando ela começou a se afastar, a culpa me golpeou. Ela só estava preocupada e eu não queria que ela voltasse para o quarto sozinha no escuro, sentindo-se rejeitada.

Além disso, o clima meio que já tinha sido arruinado.

Então, rapidamente a alcancei, passando o meu braço no dela.

"Vamos," eu disse suavemente. "Vamos voltar juntas."

Ela piscou, surpresa, e colocou a mão no peito de maneira teatral. "Sério? Você me escolhendo, a simples Maya, em vez de um Alfa sexy e misterioso?"

Revirei os olhos. "Cala a boca."

Ela riu e depois se aconchegou em mim enquanto caminhávamos.

O silêncio entre nós foi confortável no começo, interrompido apenas pelo som suave dos nossos passos no tapete macio e o borbulhar distante das fontes termais.

Eu podia sentir ela praticamente vibrando de curiosidade. Quando chegamos ao nosso quarto, ela não aguentou mais se segurar: "Tá bom," ela explodiu, assim que a porta se fechou. "Conta tudo."

Revirei os olhos e me joguei na cama, puxando o cobertor sobre a cabeça. "Não tem nada pra contar."

"Mentira," ela cantou, sentando ao meu lado e puxando o cobertor. Seu sorriso estava tão largo que chegava a ser engraçado. "Você tá com aquele brilho de quem se divertiu. Não adianta negar. Você tá reluzindo."

Arregalei os olhos. "A gente não transou, Maya!"

"Talvez não, mas com certeza vocês se beijaram com muito entusiasmo. Tá parecendo que você fez preenchimento labial."

Gemendo, joguei um travesseiro nela, mas ela o abraçou como se fosse um prêmio.

"Não é que..." comecei, depois parei. A verdade era que sim, o Lucian tinha me beijado, me tocado... e eu tinha adorado.

Não era só o calor e a intensidade, era a ternura que ele transmitia. O jeito doce como ele me olhava fazia eu ter uma certeza: com o Lucian, eu nunca precisaria me preocupar em ser magoada.

Não era como com...

Suspirei. "Tá bom. A gente... se beijou. Só isso."

Maya soltou um gritinho e bateu no colchão como uma adolescente. "E aí? E aí?"

"Foi... Foi melhor do que antes," admiti, sem conseguir conter o sorriso que se formava nos meus lábios.

Ela se aproximou mais. "Melhor do que bonzinho, meigo, gentil? Você sentiu o clique?"

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei