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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 137

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

Quer uma prova de que isso era uma ilusão e que alguém, em algum lugar, estava controlando a névoa?

Assim que reconheci o William, ele se virou na nossa direção. Teríamos permanecido escondidos se a névoa não tivesse se movido, como se fosse feita de espíritos inquietos ao redor da clareira, e de repente nos deixado expostos.

Nossos olhares se encontraram e, por um momento tenso, parecia que a própria floresta prendia a respiração.

Então, os ombros do William relaxaram e a sua postura, antes rígida, suavizou.

"Seraphina," ele disse, a voz calorosa o suficiente para cortar o frio. "É você."

Alívio surgiu na sua expressão, dissipando a máscara dura de um Alfa em alerta, e me peguei relaxando um pouco.

Por um instante, quase me esqueci de que estávamos no meio de uma competição brutal.

Ele parecia o homem que conheci no evento: gracioso, firme, com a nitidez do irmão no rosto, mas suavizada pela sua própria bondade.

"William." Minha voz saiu mais firme do que eu achei que sairia. "Você nos assustou."

Seus lábios se contraíram com o menor dos sorrisos. "A sensação é mútua." Os olhos dele passaram por mim e endureceram levemente ao avaliar o resto da minha equipe.

Judy se eriçou como um gato, ainda com a mão na lâmina; o olhar do Finn era cauteloso, mas inabalável; e a Talia se escondeu atrás deles. Roxy, coberta de lama, mas desafiadora, cruzou os braços, parecendo pronta para reagir se ele sequer respirasse errado.

William abriu as mãos em um gesto pacífico: "Não precisamos ser inimigos. Não quando a própria Floresta já é o suficiente."

A tensão no meu peito se afrouxou mais um pouco, eu respirei fundo e fiz um aceno lento com a cabeça: "Concordo."

A equipe dele emergiu da neblina: cinco pessoas no total, incluindo o William.

Eles pareciam guerreiros preparados para resistir: ombros largos, olhos afiados, movimentos pensados. Mas havia tensão nos seus rostos pálidos, uma rigidez ao redor da boca e dos olhos. O nevoeiro os atacava com mais ferocidade do que a nós.

O sorriso que o William me deu me fez lembrar com saudade do Lucian.

"Devíamos seguir juntos. A união faz a força e reduz a chance de emboscada. O que você acha?"

Eu hesitei.

Era um risco. Viajar com outra equipe significava expor as nossas forças e fraquezas... e dividir qualquer descoberta. Mas também significava segurança contra os predadores, humanos ou não, que poderiam estar à espreita no nevoeiro.

Tivemos sorte até agora, mas só porque o nevoeiro não nos afetava não significava que não havia perigos pela Floresta.

Observei a expressão dele, procurando algum sinal de segundas intenções, o cálculo de alguém pronto para nos usar. O que encontrei, em vez disso, foi sinceridade e a confiança silenciosa que eu já tinha percebido na festa.

"Tá bom," eu disse por fim. "Até acabarem os fragmentos."

Ele inclinou a cabeça, selando o pacto verbal: "Lado a lado."

Partimos juntos, em uma procissão cautelosa de quase estranhos unidos pela necessidade.

Minha equipe se mantinha próxima, vigiando cuidadosamente os arredores, enquanto o grupo do William seguia um pouco à frente, examinando o caminho e permanecendo atento, em uma formação sinalizando uma coordenação experiente.

Por um trecho, a caminha foi quase tranquila, apesar da terra úmida fazendo barulho sob as nossas botas e da neblina que engolia os nossos contornos e os devolvia em silhuetas fragmentadas. A nossas respirações se misturavam, quentes, contra a fria mordida da Floresta.

Então, um dos homens do William cambaleou.

"Mark?" William virou-se bruscamente, bem a tempo de segurar o ombro do parceiro. Os olhos do homem se reviraram e os seus joelhos cederam, antes do corpo desabar totalmente nos braços do seu líder.

"Merda!" um dos outros xingou, correndo para ajudar.

"Maven!" William gritou, e uma mulher de tranças escuras amarradas firmemente e olhos sombreados pelo cansaço avançou, imediatamente caindo de joelhos ao lado dele.

As mãos dela trabalhavam com eficiência enquanto ela verificava o pulso do homem, levantava as suas pálpebras e pressionava os dedos contra a lateral do pescoço.

"Ele tá respirando", anunciou Maven, mas a sua voz carregava um fio de preocupação. "Mas ele não tá consciente. Os sintomas estão se agravando."

William franziu a testa e segurou ainda mais firme o seu colega inconsciente.

"Sintomas?" perguntei. "Que sintomas?"

Maven não respondeu, ou talvez não pudesse. Suas mãos tremiam levemente enquanto ela alcançava sua bolsa, puxando ervas e unguentos com uma pressa nervosa.

Todos nós recebemos os mesmos recursos nas mochilas, mas ela parecia não saber o que fazer com os deles. O suor brilhava na sua testa enquanto os seus dedos trêmulos manuseavam os frascos.

Troquei um olhar com a Judy, depois com o Finn. Todos diziam a mesma coisa: tem alguma coisa errada.

"É a névoa," outro dos homens do William (Bob, lembrei vagamente) rosnou de repente.

Os olhos dele ardiam de desconfiança ao se virar para mim e para a minha equipe. "Os Ômegas. Olhem para eles. Estão bem. Bem demais."

Os outros se remexeram inquietos, seus olhares deslizando na nossa direção e replicando a suspeita do Bob.

Meu estômago se apertou e, de repente, aceitar trabalhar em equipe pareceu a coisa mais estúpida que eu já fiz na vida.

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