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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 147

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

Eu deveria ter dito não.

Não, o que eu realmente deveria ter feito era dar meia-volta e sair pela porta no momento em que vi o Kieran no palco.

Mas, sabe-se lá por quê, o maldito fio invisível que parecia existir entre o meu ex-marido e eu me puxou, e eu não resisti, como deveria ter feito.

Eu subi no palco e joguei os joguinhos bobos com ele, deixando que a sua voz me guiasse pelo último desafio.

O pior de tudo foi que eu aproveitei cada maldito minuto.

E, agora, as consequências das minhas ações: um colar deslumbrante (que eu odiava admitir que rivalizava com o que o Lucian tinha me dado) e uma dança.

Institivamente, dei um passo para trás. Eu não deveria estar aqui, para começo de conversa. Eu deveria estar em qualquer lugar, menos em um bar com o meu ex-marido, cogitando dançar com ele.

Eu precisava ir embora imediatamente. Ir para casa e me preparar para o desafio final.

Meus olhos passaram por trás do Byron, chegando onde o Kieran estava, um pouco relaxado demais, um pouco casual demais, como se estivesse se esforçando para não mostrar nenhuma emoção ou reação.

E, então, o Byron falou.

"A minha Lillian se foi há dezenove anos." Sua voz estava pesada pelo luto, mas leve com a suavidade da reverência. "Como mencionei antes, hoje seria nosso trigésimo aniversário de casamento."

Meu peito apertou. "Lamento," sussurrei.

Byron balançou a cabeça. "Não, não lamente. A Lillian não era uma pessoa de lágrimas ou tristezas." A nostalgia do seu sorriso apertou o meu coração. "Quando fecho os olhos, ainda posso vê-la dançando por este bar, com a luz batendo no seu colar."

Os olhos dele brilharam, não com lágrimas, mas com o brilho de um homem que amou e foi amado intensamente. Não consegui desviar o olhar. "Você poderia me conceder esse presente, Sera?"

Lentamente, sem perceber exatamente o que eu estava fazendo, tirei o colar da caixa. Senti ele frio contra a minha palma e vi a pedra azul do pendente piscar sob a luz do palco.

E, embora fosse leve como uma pluma, parecia pesado. Pesado de lembranças. Pesado de significado.

Um nó se formou na minha garganta e engolir com força não ajudou a desfazê-lo.

"Sim," sussurrei.

A multidão irrompeu em aplausos, mas eu mal os ouvi. Para ser sincera, tinha esquecido que as outras pessoas existiam.

Meu olhar voltou para o Kieran, que subitamente ficou tenso. A surpresa brilhou nos seus olhos, como se ele esperasse que eu rejeitasse o pedido do Byron e saísse.

Byron sorriu e fez uma pequena reverência, saindo do caminho.

E, de repente, o Kieran e eu éramos os únicos no palco.

Hesitei e senti o meu coração disparado. Todos os meus instintos racionais me puxavam em direção à saída do bar.

Mas eu já tinha assumido um compromisso e não podia voltar atrás na minha palavra.

E, então, o Kieran estendeu a mão. "Permita-me," ele murmurou.

Meu pulso acelerou. Era uma loucura, eu sabia. Ainda nem sequer tínhamos nos tocado, o braço estendido era apenas um gesto, se é que se poderia chamar assim.

Por um momento, não entendi o que ele estava pedindo. Mas, então, vi o seu olhar ir para o colar e o meu coração pulou uma batida.

Minha mão tremeu levemente enquanto eu segurava o colar. Kieran o pegou de mim com um cuidado surpreendente e o metal brilhou entre seus dedos. Fiquei paralisada quando ele se posicionou atrás de mim. A sua proximidade era como uma tempestade silenciosa.

O toque dos nós dos dedos dele na minha pele ao afastar o meu cabelo fez um arrepio percorrer a minha espinha. O fecho se encaixou suavemente e o toque dele permaneceu por um segundo a mais do que o necessário antes que ele afastasse as mãos.

A música fluía pelos alto-falantes suave e melódica, o som inconfundível de uma antiga balada romântica. Quando me virei, a mão do Kieran estava estendida para mim novamente e, lentamente, hesitante, eu a segurei.

Por um momento, nenhum de nós se moveu. Era sempre assim com o Kieran, como se o tempo desacelerasse, como se cada movimento que fazíamos precisasse ser sentido, saboreado.

Vi-o olhar para a sua grande mão, que fazia a minha parecer pequena, e me perguntei se ele estava pensando a mesma coisa que eu: que essa provavelmente era a primeira vez que dávamos as mãos após uma década de casamento.

E então nos movemos.

A mão do Kieran se fechou ao redor da minha e a outra repousou na curva da minha cintura. O calor da palma dele atravessou o tecido fino do meu macacão, ardente, perturbador. No entanto... gentil. Seu aperto não era rígido. Era firme. Terno.

E, contra a minha vontade, algo dentro de mim amoleceu enquanto eu me entregava ao momento.

O Kieran e eu nunca tivemos uma cerimônia de casamento formal. Todos os eventos nos quais comparecemos enquanto fomos casados foram ocasiões tensas e de movimentos desajeitados. Resumidamente, nunca tínhamos dançado juntos antes.

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