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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 149

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

O desafio final.

Naquela manhã, o próprio ar parecia carregar o peso da expectativa e da ansiedade, além de um toque inconfundível de nervosismo que tornava cada respiração mais afiada.

Lembro-me de quando o TFL parecia uma montanha distante que eu jamais conseguiria escalar.

E, agora aqui estava eu, diante da base do último cume.

O Caminho do Grande Lobo.

O último obstáculo. Dois dias. Um dos três terrenos selvagens.

A voz do mestre de cerimônias ressoou pela plataforma de pedra e cada informação martelou ainda mais a ansiedade do meu coração acelerado: "Cada equipe foi designada aleatoriamente para competir em um dos três ambientes selvagens simulados: o Campo de Neve, a Terra de Lava ou a Cordilheira Tempestuosa. Dentro de cada um, há um Guardião-Chefe. Eles serão responsáveis pelo teste final de dignidade de vocês. Cada um deles, interpretado por um poderoso Alfa, carrega dois talismãs ao redor do pescoço. O seu objetivo não é vencer em combate. É mostrar inteligência. Velocidade. União. Encontrem o Guardião-Chefe e reivindiquem um talismã. Alcancem o ponto final antes que as quarenta e oito horas acabem. A primeira equipe a passar por este desafio vence o Torneio Faísca Latente."

A multidão rugiu nas arquibancadas. Eles estavam adorando as provas, o espetáculo dos lobos sendo levados ao limite, das patentes e das estratégias colidindo em paisagens brutais.

Ah, o que eu daria agora para ser apenas uma espectadora, em vez de uma participante.

O ombro da Judy roçou no meu, estável e tranquilizador. Finn estava do meu outro lado e eu quase podia ouvir os pensamentos fervilhando na sua cabeça. Roxy estalou os dedos, como de costume, parecendo ansiosa demais por uma luta. Talia estava quieta, mas os seus olhos percorriam os colegas de equipe como se estivesse tirando força da proximidade dele.

"Campo de Neve," o mestre de cerimônias anunciou. "Equipe SDS Um e equipe Frostbane."

Meu estômago revirou.

Mas eu não estava nem um pouco surpresa. Claro que a minha equipe seria emparelhada com a da Celeste. Não podia ser de outro jeito.

Um murmúrio percorreu os espectadores. Eles sabiam o que isso significava. Meu histórico com a Celeste não era segredo, especialmente depois do encontro que se seguiu ao segundo desafio.

Isso tinha se tornado algo além de SDS contra Frostbane. Agora, era Sera contra Celeste. Maravilha.

O rosto convencido da Celeste apareceu do outro lado da plataforma, emoldurado por cabelos dourados que captavam a luz do sol como se fossem feitos para ofuscar os demais. Ela avançou com a Elara e o resto da sua equipe a reboque, cada passo carregado de arrogância, até se alinharem ao nosso lado. Elara me deu um aceno breve, mas amigável, e eu retribuí, antes de me virar para minha equipe.

Ao nosso redor, o mestre de cerimônias continuava anunciando em qual Arena as equipes restantes iriam competir, reiterando cada designação enquanto o fazia.

"Tivemos vários desafios lançados contra nós e sobrevivemos a todos eles, certo?" Eu disse, injetando o máximo de confiança que eu conseguia na minha voz. Encarei cada um deles com firmeza e certeza. "Este não vai ser diferente."

"Eu não teria tanta certeza disso." A voz da Celeste tinha o volume exato para cortar a tagarelice ao nosso redor.

Eu suspirei. Achei que a última humilhação que ela enfrentou a desencorajaria de atacar a minha equipe novamente, mas acho que uma cobra simplesmente não consegue resistir à tentação de liberar o seu veneno onde pode.

Eu me virei e os lábios dela se curvaram conforme ela prendeu o seu olhar em mim. Imitei o seu sorriso desdenhoso. "Sim, Celeste? Alguma provocação infantil que você queira dirigir a mim ou à minha equipe?"

Judy riu enquanto a Celeste mostrava os dentes. "Só tô feliz que nós duas finalmente vamos competir uma contra a outra. Vou provar a todos, de uma vez por todas, por que sou superior a você. Vou mostrar ao mundo por que sou a Luna perfeita pro Kieran."

Sem ser convidada, minha mente trouxe à tona memórias da noite passada: o Kieran e eu balançando nos braços um do outro, a sensação de plenitude que me envolveu, o vazio que me dominou quando me enrosquei na minha cama vazia...

As palavras da Celeste em si já estavam desgastadas. As mesmas provocações, a mesma velha ferida que ela não conseguia parar de cutucar. E, diante da gravidade do que estava por vir, eu me recusei a desperdiçar energia com as suas ofensas recicladas.

Endireitei os ombros, encarando-a com uma indiferença fria. "Celeste, eu nunca me opus à sua reivindicação, Na verdade, tenho certeza de que já disse que você e o Kieran são perfeitos um pro outro. E, sinceramente? Os seus discursos estão ficando velhas e repetitivas. Talvez você devesse procurar outro argumento pra próxima vez. Ou, melhor ainda, apenas me deixe em paz."

Seus olhos se inflamaram e a máscara de arrogância se rachou o suficiente para que eu pudesse saborear.

Antes que ela pudesse retrucar, Elara puxou seu cotovelo. "Eu juro pela própria Deusa da Lua que é melhor você não me encher o saco hoje, Celeste."

Celeste ficou boquiaberta e virou para a Elara. "Como você se atreve..."

"Te vejo no final, Sera." Elara piscou para mim e então arrastou a Celeste para a entrada oposta do Campo de Neve antes que eu pudesse ouvir o fim do seu surto de raiva.

Roxy soltou um assobio baixo: "O que essa vaca precisa é de uma coleira."

Judy sorriu: "E uma focinheira."

Finn abriu um sorriso e até a Talia deu uma risadinha suave.

Eu não tinha tempo para analisar os sentimentos que remexiam no meu estômago, pois a voz do mestre de cerimônias ecoava como uma finalização ameaçadora.

"Equipes, preparem-se para entrar nas suas Arenas."

***

A Arena Campo de Neve era realmente autêntica: pinheiros altos cobertos de geada, a neve rangendo profundamente sob as nossas botas e o vento cortando o ar com um uivo lúgubre que me fazia imaginar fantasmas de gelo flutuando ao nosso redor.

Eu tive que trocar o presente do Lucian pela roupa própria para neve que nos foi dada: um macacão térmico ajustado, um casaco com capuz forrado de pele, luvas e botas isoladas.

Era para ser o suficiente, mas, ao entrarmos na Arena, percebi que havíamos recebido o mínimo necessário. O frio nos atingiu instantaneamente, mordendo cada pedaço de pele exposta e atravessando as grossas camadas de roupas como facas de gelo. Nossa respiração formava uma névoa à nossa frente. Mesmo com o sangue Alfa correndo nas minhas veias, o frio atingia os meus ossos. Para os Ômegas, como os meus companheiros de equipe, esse terreno era uma verdadeira tortura.

A vantagem que tivemos no primeiro desafio agora havia se virado contra nós, nos pegando de surpresa.

"Puta merda." Roxy tremia incontrolavelmente. "De quem foi a ideia brilhante de nos transformar em picolés?"

Lancei para ela um olhar que dizia: 'Agora não.'

Ela me devolveu um olhar que dizia: 'Sim, agora.'

"A Alcateia Frostbane tem a sua irmã Alfa, uma Gama e outros lobos de alta patente," ela retrucou. "Eles vão passear por esse desafio enquanto a gente congela até morrer."

Assenti. "Tá bom. Fique brava. Isso vai te manter aquecida e nos ajudará a encontrar o Guardião rapidamente."

Ela franziu a testa. "Isso foi sarcasmo, filha de Alfa?"

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