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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 219

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

As palavras do Lucian continuaram a ressoar mesmo depois que eu deixei o complexo da SDS.

‘Sua lobo não é comum.'

'Talvez pergunte à sua família.'

Essas frases ficaram na minha mente durante o jantar, enquanto o Daniel falava animadamente sobre o seu treinamento, e até nas horas silenciosas depois que ele foi para a cama.

Mesmo quando a lua já estava alta no céu, eu continuava repassando aquela conversa na minha cabeça: o jeito como o Lucian falou, a hesitação na voz dele, a maneira como ele evitou olhar para mim quando mencionou a minha família...

Se existia algo pelo qual a minha família era conhecida, era pelo sigilo. Fachadas elegantes, sorrisos impecáveis e uma habilidade de manter qualquer imperfeição bem escondida sob os pisos de mármore.

Eu não era ingênua ao ponto de achar que poderia simplesmente entrar na mansão e começar a fazer perguntas sobre controle psíquico e resistência Alfa.

Então, comecei de onde podia, pela a segunda atividade favorita da Maya: investigação online. Passei metade da noite clicando em cada link que me levava a uma nova página, que tinha outro link que me levava a uma nova página, e por aí vai.

Deu pra entender a ideia.

Vasculhei todas as bases de dados, arquivos e fóruns sobrenaturais obscuros aos quais consegui acessar. A maioria das informações que encontrei era o mesmo tipo de história reciclada que cresci ouvindo: narrativas sobre como os Lockwoods construíram a Frostbane, como gerações de Alfas nasceram da sua linhagem, como o nome era sinônimo de domínio e poder.

Mas não era esse o tipo de poder sobre o qual o Lucian tinha falado.

Nenhuma menção a controle psíquico. Nenhuma menção a congelar um Alfa no meio de um comando.

Quando o dia amanheceu, meus olhos estavam doloridos por causa do brilho da tela e a minha terceira xícara de café já estava fria. Olhei para a barra de busca vazia uma última vez antes de suspirar fundo e murmurar: "Dane-se."

Se alguém sabia de alguma coisa, esse alguém tinha que ser o Ethan.

Ele atendeu no quarto toque, com a voz grogue. "Sera?"

"Bom dia, flor do dia," respondi secamente.

Uma pausa. "São cinco e meia da manhã."

"Exatamente. Você é um Alfa. Vocês não acordam junto com o sol?" O Kieran certamente acordava.

Ethan suspirou. "O que você quer?"

De alguma forma, o tom rude e irreverente dele me fez sorrir. Era bom não termos que nos preocupar tanto com o que dizer um ao outro. Ou pelo menos não tanto quanto antes.

"Preciso te perguntar uma coisa," eu disse. "Algo sobre as... habilidades da nossa família."

Houve uma mudança no tom dele. "Habilidades? Que tipo de habilidades?"

Eu hesitei, sem saber o quanto revelar. "Lembra quando você falou sobre os instintos Lockwood? Reflexos, intuição, esse tipo de coisa?"

"Ah," ele disse, a voz ganhando compreensão. "Sim, lembro."

"Tem mais alguma coisa além disso?" perguntei com cuidado. "Tipo, talvez um... aspecto de controle mental."

Ele pareceu achar graça e respondeu: "O instinto Lockwood é exatamente isso: instintos. É sentir um golpe antes que ele aconteça, ler o movimento de um adversário, reagir sem pensar. Não é psíquico, é apenas gerações com intuição de batalha refinada."

"Então ninguém na nossa linhagem teve outros tipos de habilidades? Talvez de natureza psíquica?"

Ele pensou por um momento. "Não. Pelo menos não que eu saiba. Mas, se você tá tão curiosa, os arquivos da Frostbane podem ter mais detalhes. A biblioteca da Alcateia guarda todos os registros antigos."

Meu coração deu um pequeno salto descompassado. "A biblioteca?"

"Sim. Você lembra onde fica, não é? Você praticamente vivia lá antes de se casar."

"Eu lembro," respondi em voz baixa. "Obrigada."

Ele emitiu um som despreocupado. "Não precisa agradecer. E... Sera?"

"Sim?"

"Espero que você encontre o que tá procurando. Você merece todas as respostas que precisa."

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