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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 400

PONTO DE VISTA DE SERAPHINA

Quando Christian nos contou que Daniel estava com Leona, convenientemente "esqueceu" de mencionar que havia um terceiro ocupante na casa segura — Celeste.

No instante em que ouvi isso, o cansaço que me consumia foi substituído por uma onda cortante de ansiedade.

Não era uma reação lógica. Eu sabia que meu filho estava seguro, que Christian jamais teria permitido que ele fosse movido de forma descuidada, que todas as precauções haviam sido tomadas.

Sabia, de forma racional, que se Daniel tivesse sido o responsável por pedir que Celeste fosse colocada com ele, ele devia ter seus motivos.

E, mesmo assim, a ansiedade não amenizava.

O trajeto de carro parecia interminável, cada segundo que passava se arrastava enquanto minha mente corria à frente, preenchendo o silêncio com possibilidades que eu não queria considerar.

Não conseguia parar de lembrar como Celeste avançou em Maris; minha mente revisava cada um de seus surtos irracionais.

Celeste era tão instável quanto se podia ser, e eu não suportava a ideia de ela estar tão próxima do meu bebê.

Kieran tocou levemente minhas costas ao sairmos do carro, trazendo um fio de equilíbrio que evitou que meus pensamentos mergulhassem ainda mais no caos.

“Ele tá bem,” disse ele baixinho, como se pudesse ouvir todos os medos que eu não tinha coragem de dizer. “A gente saberia, se não estivesse.”

Assenti, mas a ansiedade apertava meu peito, sem intenções de me soltar.

Entramos rapidamente, os guardas se afastaram sem hesitar assim que nos viram. A casa segura parecia diferente vista de fora — lacrada, contida, todas as saídas controladas, todos os movimentos observados.

Me apressei até o quarto onde Daniel estava, quase arrancando a porta das dobradiças ao abrir.

Por um momento, tudo parou.

Daniel estava parado perto do centro da sala.

Inteiro. Ileso.

Um suspiro de alívio escapou de mim como uma torrente.

"Meu amor!"

Atravessei a sala num impulso, me ajoelhei diante dele e envolvi-o em um abraço intenso. Ele ficou rígido por um instante, como se surpreso pela força do gesto, e então relaxou nos meus braços.

"Eu tô bem," ele murmurou baixinho.

"Eu sei," respondi, ainda que meus braços o apertassem ainda mais. "Eu sei."

Afastei-me um pouco para olhar bem para ele, com as mãos emoldurando seu rosto enquanto procurava qualquer sinal de que algo estivesse errado.

Felizmente, não havia nada.

Meu olhar subiu — e foi aí que eu a vi.

Celeste estava a poucos passos de distância, a postura tensa, a expressão oscilando entre incerteza e algo que eu não conseguia decifrar.

Por um momento, nenhuma de nós disse nada.

Havia tantas coisas entre nós. Muita história. Palavras demais não ditas e outras que foram ditas quando nunca deveriam ter sido.

Ela se mexeu um pouco, como se estivesse prestes a dar um passo à frente.

"Sera—"

A porta se abriu novamente.

"Celeste!"

A voz de Ethan ecoou pela sala antes mesmo dele entrar completamente.

Ele atravessou a distância em poucos segundos e a puxou para um abraço apertado, seus braços envolvendo-a com força, como se todo o medo reprimido finalmente tivesse se libertado.

O corpo dela ficou imóvel, suas mãos pairando incertas ao lado do corpo, como se ela não soubesse o que fazer com elas.

E então, lentamente, ela retribuiu o abraço.

A voz de Ethan estava áspera quando ele falou. "Você tem ideia de o quanto eu estava preocupado—"

Ele se interrompeu, afastando-se apenas o suficiente para olhar para ela, sua expressão firme, mas os olhos traindo algo mais profundo.

"Eu achei que Catherine tinha conseguido te pegar," ele disse com um suspiro.

Celeste piscou, algo como surpresa cruzando seu rosto por um instante.

"Eu estou bem," ela disse, embora num tom mais suave do que o habitual.

Ethan soltou um suspiro afiado, passando a mão pelos cabelos.

"Eu estava quase perdendo a cabeça até que Elara me ligou e disse que você tinha sido transferida para Nightfang por causa—"

Ele olhou em direção a Daniel. "Por causa dele."

Cada olhar na sala se voltou para meu filho, pequeno em estatura, mas de alguma forma capaz de atrair atenção de um jeito que fazia o ar parecer carregado.

“Eu a trouxe para cá para mantê-la segura”, ele explicou, com a voz tranquila. “Ela não estava segura em Frostbane.”

Ethan ergueu uma sobrancelha. “E como você sabe disso?”

“Eu vi.” Ele olhou para mim. “Eu tive um sonho, mãe.”

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