POV DA MAYA
“Você sabe por que eles são chamados de centros de mesa? Porque deveriam ficar no centro. Pois é, eu estou vendo as câmeras ao vivo, e os centros de mesa não estão no maldito centro!”
“Não, os gêmeos vão levar as alianças juntos. Não me importa se eles estão brigando... algemeie os dois juntos se precisar.”
"Por que tem três fotógrafos no jardim e só um perto do lago? Ah, tive uma ideia: sigam o layout que eu mandei por e-mail meses atrás!"
Observei Sera rodopiar pela suíte da noiva como um furacão de seda e pérolas, disparando instruções pelo ponto de comunicação enquanto fuzilava um tablet com os olhos, e agradeci aos céus por não estar do outro lado da linha.
Eu não conseguia acreditar que ela tinha passado a vida inteira nas sombras quando claramente tinha nascido para ser uma general na linha de frente de campos de batalha e planejamentos de casamento.
Normalmente, eu estaria me divertindo horrores com aquilo.
Normalmente, eu teria passado a manhã fazendo comentários exagerados sobre ela estar se transformando em uma tirana loira e ameaçando denunciar o abuso de poder dela para Kieran.
Normalmente, eu estaria bem ao lado dela, dando minhas próprias ordens.
Em vez disso, eu estava sentada, congelada diante do espelho da penteadeira, enquanto borboletas tentavam abrir caminho para fora pelas minhas costelas.
Porque, puta merda, eu ia me casar.
Meu olhar deslizou até o vestido pendurado perto da janela.
A seda branca caía por toda a sua extensão em ondas suaves, o tecido capturando a luz da manhã que entrava pelas portas abertas da varanda.
Era maravilhoso. Impossivelmente elegante. O tipo de vestido que pertencia a alguém delicada e piedosa.
Não a alguém que certa vez tinha esfaqueado um homem com um garfo porque ele a chamou de queridinha.
O ar da montanha entrava, fresco e límpido contra a minha pele, trazendo o aroma de florestas de pinheiros e flores silvestres do vale lá embaixo.
Em algum lugar além das janelas, Frostbane vibrava com o último turbilhão de preparativos. Coordenadores, decoradores e responsáveis pelo buffet se moviam pelos jardins abaixo, fazendo os ajustes finais nas flores e na disposição das mesas, enquanto a música chegava de leve do pavilhão da recepção perto do lago.
E em algum lugar no meio de todo aquele caos, Ethan estava esperando.
Meu companheiro e, em algumas horas, meu marido.
Deuses.
Meu estômago deu uma cambalhota violenta quando minha mente voltou ao cheiro de couro e óleo de motor suspenso no ar, às fileiras de carros de luxo reluzentes, aos olhos cinza-tempestade se erguendo para os meus do outro lado de uma concessionária como se o resto do mundo tivesse deixado de existir de repente.
Nyra se agitou com a lembrança, e um sorriso puxou meus lábios quando me recordei do calor da risada dele quando eu o desafiei, da diversão dançando em seus olhos enquanto eu informava que, se o destino nos queria juntos, ele simplesmente teria que esperar sua vez atrás da minha teimosia.
Me encontre.
Me conquiste.
Olhando para trás agora, percebi que foi exatamente isso que Ethan fez.
Dia após dia, ele me amou não porque o destino exigia ou porque o vínculo tornava tudo fácil. Nosso relacionamento era algo maior do que o destino sozinho jamais poderia ter criado: duas pessoas teimosas acordando todas as manhãs e escolhendo uma à outra de novo e de novo até isso se tornar tão natural quanto respirar.
Então por que, prestes a me tornar esposa dele, eu não conseguia respirar agora?
"Maya!"
Um dedo deu um peteleco na minha testa, e eu me sobressaltei. “Ai!”
Ergui o olhar para Sera com irritação. Ela estava parada diante de mim, as mãos nos quadris, batendo o pé no chão.
"Faz uns três minutos que eu estou chamando seu nome."
Eu pisquei. "Está?"
"Quem viaja nessa relação sou eu." Ela inclinou a cabeça, e a expressão impaciente foi se desfazendo em algo mais suave. "Você está bem?"
Assenti automaticamente. "Estou."
Uma sobrancelha loira se ergueu. "Tenta essa com alguém que não te conhece como a palma da própria mão."
Droga.
Suspirei, resistindo à vontade de passar as mãos pelo cabelo e arruinar duas horas e quinhentos dólares de penteado de noiva.
"Eu vou me casar."
"Sim, amor, é mais ou menos assim que casamentos funcionam."
Soltei uma risada baixa e trêmula. "É, acho que sim."
Sera tirou o headset e o deixou sobre a penteadeira, me deixando claro que eu tinha toda a atenção dela.
"Por tudo que é mais sagrado", disse ela, com um toque de espanto na voz, "Maya Cartridge está mesmo nervosa?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei
Era exatamente isso que eu temia: A escritora colocar como encerramento o dia que o Kieran finalmente marca a Sera. Que final mais tosco, milhares de pontas soltas… Ainda bem que ela mesma disse que terão capítulos extras, mas honestamente ñ deveriam ser extras, capítulos extras é o que acontece depois de tudo resolvido, e ñ para resolver o que ficou pendente, mas né… Acho que ela estava de saco cheio kkkkkk...
Eu estava gostando bastante do começo do livro, era incrível a cada capitulo novo. Agora tá cansativo, a historia fica dando voltas, capítulos pequenos, estou quase desistindo de continuar...
Não consigo pagar para ler o capitulo 490...
Estamos pagando 6 moedas por capítulos minúsculos...
Celeste é insuportável mesmo né? Mimada até o último fiozinho de cabelo. E eu não consigo confiar no Lucian de jeito nenhum... Ele pode ter ajudado a Sera e feito ela crescer e tal, mas cara... Suspeito!...
Parou no 407 cadê a continuação?...
Por favor, se não for continuar avisa para não ficarmos na expectativa...
Não tem mais capítulos?...
Parou no 407?...
Finalmente toda a verdade do Lucian veio à tona. Só não faz sentido ele saber antes de qualquer pessoa (inclusive família) que a Zara era prima. Cadê a tia irmã de Margareth então? Porque Sera e Margareth foram mais importantes para Catherine do que esse outro braço da família?...