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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 155

O Sr. Alberto Almeida estava transbordando de felicidade por dentro, mas manteve uma expressão rígida por fora.

— Ela ainda é jovem, precisa ganhar experiência!

— Pode parar com essa falsa modéstia! Essa menina te superou, o aprendiz passou o mestre!

Ouvir aquilo não irritou o Sr. Alberto de forma alguma. Sem o menor embaraço por ter sido ofuscado pela pupila, ele estufou o peito com orgulho.

— Morram de inveja à vontade. Minha aluna é fantástica assim mesmo!

Finalmente, sem conseguir mais se segurar, o mestre explodiu em uma risada gostosa.

Ao ver a alegria contagiante do seu mentor, Alice sentiu os olhos arderem. Ela engoliu a seco, lutando para impedir que as lágrimas transbordassem.

A julgar por quão radiante o mestre estava, ela concluiu que finalmente o orgulhara.

Sebastião, sentado com elegância em seu lugar, aplaudia levemente no ritmo da plateia com suas mãos belas e compridas. Observava Alice no palco, o olhar embebido em puro alívio e contemplação.

Samuel Lima, por sua vez, aplaudia da plateia, sentindo a glória como se fosse dele próprio. Sua expressão praticamente gritava para quem quisesse ouvir: "Estão vendo? É a minha parceira de pesquisa."

A adoração de Catarina Yunes por Alice já não precisava de explicações; a essa altura, seus olhos transbordavam lágrimas de pura emoção.

Jorge estava prostrado em seu assento, praticamente afogado no oceano de gritos e palmas ao seu redor.

Paralisado feito uma estátua de pedra, ele fixava seus olhos em Alice.

Naquela mulher radiante que tomava o palco!

Sentia o coração ameaçando saltar do peito a qualquer segundo.

Nada mais no mundo era nítido, ele só via Alice, apenas ela...

Sabrina assistia ao delírio do público e à fascinação cega de Jorge, trincando os dentes sem perceber.

A imagem de Alice banhada na adulação da plateia era como um espeto em brasa sendo enterrado repetidamente nos olhos de Sabrina.

Tratando-se de discussões técnicas, Samuel não nutria a menor dúvida. Afinal, no campo dos osciladores quânticos, ninguém chegava perto da capacidade de Alice.

Seu verdadeiro temor eram os jornalistas ávidos por furos e pessoas com questionamentos maliciosos e irrelevantes.

E, como era de se esperar, o pior temor se concretizou. O primeiro jornalista a ganhar a palavra disparou logo uma questão alienígena à pesquisa:

— Olá, Diretora Almeida. Sou repórter da Gazeta de Alvorada. Temos a informação de que a senhora assumiu diretamente a Diretoria do Centro de Pesquisa após ter passado cerca de sete anos fora de cena. O que motivou esse hiato de quase uma década? O que a senhora andou fazendo ao longo desse tempo?

A pergunta provocou um alvoroço imediato na plateia.

A expressão de Samuel escureceu na mesma hora, e ele fulminou o mestre de cerimônias com o olhar.

O próprio mestre de cerimônias pareceu desnorteado. Que diabos deu naquele repórter para lançar uma pergunta dessas?

Eles haviam instruído todos os profissionais de imprensa a focarem exclusivamente nos tópicos relacionados ao lançamento do produto.

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