Alice Almeida foi ao supermercado, voltou para casa, preparou alguns pratos e, depois de embalá-los, seguiu para a casa de repouso.
Seu primeiro objetivo era visitar o Sr. Alberto Almeida antes do almoço.
O segundo era questionar Alberto sobre a situação do Laboratório Associado Magna-Almeida e por que Sebastião Santos havia se tornado o investidor principal.
Embora o Dr. Lima estivesse gerenciando o instituto de pesquisa, um projeto da magnitude do laboratório associado jamais sairia do papel sem a aprovação do Sr. Alberto.
Especialmente com alguém como Sebastião envolvido.
Alice não achava que seu mentor ou o colega de profissão quisessem prejudicá-la. Se esconderam isso dela, certamente tinham seus motivos. Portanto, ela precisava de respostas claras.
Porém, dessa vez, ela foi barrada na entrada da casa de repouso.
O porteiro olhou para ela, constrangido.
— Sinto muito, Srta. Almeida. O Sr. Alberto disse que não quer recebê-la hoje. É melhor a senhora voltar outra hora...
Por dentro, o funcionário estava confuso.
Sempre que ouvia o nome de Alice, o acadêmico ordenava que a deixassem entrar imediatamente, quase brigando se o porteiro não abrisse o portão rápido o suficiente.
O que será que tinha acontecido hoje?
Alice estreitou os olhos, percebendo na hora que seu mentor estava fugindo dela.
Naturalmente, não dificultou as coisas para o porteiro e apenas entregou as marmitas.
— Por favor, entregue isso ao professor Alberto por mim.
Sem dizer mais nada, ela virou-se e foi embora da casa de repouso.
Dentro do quarto, o Sr. Alberto encarava a porta, tenso. Quando a maçaneta girou, seus olhos se arregalaram.
Ao ver que era o enfermeiro, relaxou instantaneamente.
O enfermeiro não pôde deixar de rir da reação do idoso.

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