A frase de Júlio, dizendo que não queria mais Alice como mãe, fez com que a espaçosa sala de estar mergulhasse em alguns segundos de silêncio.
— Júlio. — Jorge olhou seriamente para o filho. — Crianças precisam ter educação.
Júlio fez um biquinho, prestes a chorar.
Ele já havia perdido a conta de quantas vezes o pai tinha brigado com ele naquele dia.
Vendo que o seu querido neto ia chorar, Yara Inácio se apressou em consolá-lo.
— Não chore, Júlio. Você tem razão, essa mãe é muito chata. Nós também não queremos mais ela.
— Mãe... — Jorge olhou exausto para ela. — O Júlio ainda é pequeno, não sabe o que está dizendo. Por que a senhora está colocando lenha na fogueira?
— Que história é essa de lenha na fogueira? Eu só estou com pena do meu neto, qual é o problema? — Yara revirou os olhos para Jorge de forma bastante elegante e, em seguida, olhou para Júlio com profunda ternura.
Nesse momento, a mulher sentada do outro lado de Júlio, a irmã mais nova de Jorge, Camila Cavalcanti, aproximou-se. Com muita habilidade, pegou Júlio dos braços de Yara.
— O Júlio quer trocar de mãe? E quem você quer que seja sua mamãe? A titia pode ser sua mãe, que tal? A partir de agora, você pode me chamar de mamãe!
Júlio se aninhou confortavelmente no abraço de Camila, piscando os olhos grandes.
— Titia é titia, titia não pode ser mãe.
Camila, no entanto, não se importou e continuou a mimar o garoto.
— Quem disse que a titia não pode ser mãe? Por acaso a titia não é boa para você? Vamos lá, me chame de mamãe, só para eu ouvir.
— Camila Cavalcanti, o que você está inventando agora?! — Yara bateu com força no ombro de Camila com a mão adornada por um anel de esmeralda. O olhar que lançou à filha estava cheio de aviso. — Como você, sendo a própria tia, pode dizer uma coisa tão absurda! Você ainda nem casou. Se isso se espalhar, vai acabar com a sua imagem!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!