Nesse exato momento, Sabrina e Dona Ester, que finalmente haviam ouvido a confusão, chegaram correndo.
— O que houve? O que aconteceu? — perguntou Sabrina, entrando afobada. Ao ver Jorge segurando Júlio no ar com uma expressão terrível, ela se apressou: — Sr. Jorge, o que está fazendo? Coloque o Júlio no chão primeiro.
Jorge, no entanto, afastou as mãos que Sabrina estendia para pegar o menino, e levou Júlio até um canto da parede.
— Sabrina, não se intrometa nisso! Esse garoto está ficando cada vez mais sem limites.
Dizendo isso, colocou Júlio no chão e mandou que ficasse virado para a parede.
— Fique aqui quietinho de castigo!
Sabrina olhou para os cacos de robô espalhados pelo chão, sua expressão mudando levemente. Ela primeiro lançou um olhar para Samuel, que estava encolhido num canto da cama, e só depois perguntou a Jorge com o rosto transbordando de preocupação:
— Sr. Jorge, o que aconteceu?
Dona Ester também parecia aflita.
— É mesmo, senhor. Por que está castigando a criança do nada?
— Do nada? — Jorge estava com o rosto tempestuoso, e sua voz soou gélida e severa. — Quando eu entrei, o Júlio estava em cima do Samuel espancando o garoto.
— Hã? — Sabrina olhou para Samuel, chocada. — Samuca, você está bem?
Samuel balançou a cabeça, chorando em silêncio. Apertou os lábios sem dizer uma única palavra, fazendo perfeitamente o papel de quem sofre calado.
Sabrina soltou um suspiro de alívio e disse a Jorge:
— Deixe pra lá, Sr. Jorge. É normal que as crianças briguem e se desentendam. Como o Samuca está bem, não culpe o Júlio por isso.
Samuel levantou os olhos para olhar para Sabrina, e suas pequenas mãos apertaram os joelhos com mais força.
Porém, a atitude de Jorge não amoleceu com o conselho de Sabrina. Pelo contrário, ficou ainda mais ríspida.
— A coisa não pode ficar por isso mesmo hoje. É uma questão de princípios.

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