A mãe rolou os olhos e, em seguida, sorriu sem jeito para Alice. — Sinto muito, esses dois ficam loucos quando saem de casa. Eles não te machucaram, né?
Alice balançou a cabeça. — Não tem problema.
Tinha sido apenas um esbarrão leve, não doeu nada.
— Que bom, que bom. — A mãe manteve o sorriso apologético e virou-se para pai e filha. — Vocês dois, peçam desculpas de novo!
Ao ouvirem isso, pai e filha pediram desculpas novamente a Alice, em uníssono.
A voz grossa do homem se misturou à voz aguda da menininha. A criança continuava sentada no pescoço do pai enquanto ambos abaixavam a cabeça para se desculpar. Era uma visão tão doce que aquecia o coração.
— Mamãe, já pedimos desculpas. A gente pode ir para o parque agora? — a menina perguntou.
Os dois olharam fixamente para a mãe, que concordou com um suspiro conformado. — Vão lá.
Entre risos e brincadeiras, pai e filha saíram correndo em direção ao parque infantil.
A mãe dirigiu outro sorriso constrangido a Alice. — Eu não tenho conserto para esses dois. Mais uma vez, desculpe.
Alice sacudiu a cabeça em negativo e observou a mãe se apressar para alcançar os dois. Logo, a família de três pessoas estava se divertindo alegremente no parque.
Ela ficou parada ali, observando aquela família, e ficou presa aos seus pensamentos por muito tempo.
Na verdade, quando criança, ela também amava os parques infantis. A diferença era que nunca havia brincado em um, apenas o observara de longe algumas vezes.
Ao ver aquelas crianças brincando sem limites na companhia de seus pais, o coração dela se enchia de inveja.
Contudo, o que invejava não era a brincadeira em si, mas sim o fato daquelas crianças terem os pais ali, presentes.
Durante a sua infância, quem mais a acompanhava era o mordomo de Simão Santos. No entanto, o mordomo nunca brincava com ela, apenas seguia as ordens do velho e organizava diversas aulas e atividades.

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