Ao olhar para aqueles dados exaustivamente densos projetados na tela, a feição de Ximena se tornou extremamente carrancuda; em seu peito, o desespero começava a reinar. Mesmo assim, ela continuou a disfarçar a postura ofendida: — Você... isso não é possível, esses dados estão errados!
Com tom calmo, Alice negligenciou por completo a indagação afobada de Ximena, e perguntou de volta: — Ah, que erros exatamente? Eu amaria ouvir a correção da Dra. Xavier.
Ximena buscou a borda da mesa por puro instinto de defesa. Aquela aura leve de Alice, focada apenas na resolução técnica, açoitava com força ainda maior a sua insegurança já alarmada.
Enquanto todos ali se preparavam para, talvez, ouvirem Ximena desmascarar os dados propostos, a resposta que se ouviu foi uma recusa rasa e seca: — Você... não haveria como você redigir essa quantidade de variáveis no período de trinta minutos! É por essa razão que há algo obscuro de onde isso saiu. Esses dados não foram gerados por você!
Na até então calada sala, o zumbido recomeçou.
Desta vez, não em desfavor de Alice, e sim da própria Ximena.
— Então a ideia que a Dra. Xavier propõe é que os dados estão perfeitos, apenas o seu método de chegada é errôneo?
— Esses dados transbordam coerência e exatidão, e são imensamente mais sofisticados e depurados do que o exposto pela Dra. Xavier.
— Pois é. Após esse embate cruzado, o documento da Dra. Xavier virou uma mera réplica fajuta.
— Fajuta e malfeita, melhor dizendo. Não escutou a nossa Diretora Almeida? Se tocarmos o barco baseados nos rascunhos rasos da Dra. Xavier, sofreremos um colapso enorme no fim da linha.
Absorvendo aos poucos aquelas frases injetadas em seus ouvidos, Ximena Xavier atingia num aspecto púrpura e violento pelo abalo moral.
Os discursos e preferências finalmente davam os ventos favoráveis para o leme de Alice...

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