— Cunhada!
Isadora virou-se por reflexo: — Luan?
— Cunhada, o que você faz em Planalto? — Luan rapidamente foi cumprimentá-la, perguntando com um sorriso: — Você veio procurar o Thiago?
Foi só abrir a boca.
Isadora já estava cansada do Luan.
— Não fale besteira, eu e o Thiago não temos nada.
— Tá, tá. — Luan nem prestou atenção: — Já que está aqui, cunhada, entre e sente um pouco!
Foi aí que Isadora reparou que a instituição de inglês ficava ao lado de um clube de boxe.
Havia um letreiro grande e chamativo na porta.
— Vendaval Fight Club.
A área do Thiago!
Que azar, uma coincidência inacreditável.
No meio da confusão, Luan já a puxava para dentro do clube pelo braço.
No primeiro andar havia muitos alunos assistindo aulas, com pais esperando na área de descanso.
Vendo Luan a puxando, os presentes começaram a encará-los, querendo ver as fofocas.
— Cunhada, estão todos nos olhando! — Luan sussurrou para ela: — Você vai andando ou quer que eu te puxe?
— ... — O rosto de Isadora parecia aborrecido, mas mesmo assim, ela acompanhou Luan até o segundo andar, sem entender o motivo de estar fazendo aquilo.
Tudo bem.
Vê-lo poderia ser útil para discutir o fato de que Luan não calava a boca ao chamá-la de cunhada.
O segundo andar era a sala de adultos, e Isadora olhou ao redor, mas não viu o Thiago.
— Cunhada. — Luan se aproximou: — O Thiago não ensina turmas grandes, ele só dá aulas particulares.
Isadora: — Não me importo.
Luan não se importava se ela quisesse ouvir, e só continuou falando.
— Cunhada, o Thiago é forte pra caramba! Além de ser mestre em boxe e judô, ele foi soldado das forças especiais, é super forte! Se ficar com ele, ninguém em Planalto vai ter coragem de te assediar!
Soldado das forças especiais aposentado?
Então os soldados também eram irresponsáveis.
— Ah? — Thiago colocou a toalha de lado, caminhando até ela com um olhar carinhoso: — Será que você me seguiu?
Isadora foi encurralada contra a porta e a distância entre os dois encurtou.
O ar pesado se abaixou, o rosto do Thiago se aproximou, deixando evidente a falta de limites.
Com toda aquela tensão, Isadora respirou de forma descontrolada e empurrou seu peito de forma involuntária: — Saia da frente.
Quando tocou em sua pele, Isadora lembrou-se de que ele não usava camisa.
Aquele toque causou-lhe vergonha.
Em seguida, Thiago se inclinou e chegou um pouco mais perto, com uma expressão incômoda, mas com um tom claro.
— Amiga, assediando o meu peito?
— ... — Ele não estava bem.
Isadora ficou estática, sem se mover, com a impressão de que poderia tocar o queixo dele com a boca: — Você é louco, eu não sou uma pervertida.
No segundo seguinte, Thiago agarrou sua mão e fez menção de colocá-la contra seu peito.
— E o que tem de mal em ser uma pervertida? Seja lá a pervertida comigo.

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