Ao ouvir isso, a sensação de superioridade de Priscila transbordou.
Ela avaliou Thiago de novo, um traço esnobe surgindo no rosto ácido.
— Isadora, parece que você não se deu muito bem em Nova Alvorada todos esses anos! Até de um sapo do poço desta cidadezinha você gosta? Que desespero é esse?
Isadora ficou calada, sem qualquer alteração de humor.
Priscila forçou ainda mais:
— Você, desde criança, era cheia de orgulho! Já que não consegue se sustentar em Nova Alvorada, deveria ter me procurado. Afinal de contas, somos irmãs. Eu poderia pedir para o seu cunhado arrumar um emprego para você!
Isadora continuou sem responder, observando-a atuar com tranquilidade.
Priscila começou a perder a paciência:
— Ficou muda?
Isadora respondeu lentamente, de forma desatenta:
— Gente medíocre e picuinhas não valem o meu tempo.
Priscila fechou a cara e estava prestes a gritar, mas Arthur bateu no ombro dela antes, sinalizando para ela segurar o gênio.
Embora ficasse sem graça, Priscila acabou engolindo a raiva.
Um tempo depois, ela cruzou os braços e disse de forma arrogante:
— Isadora, o seu cunhado e eu voltamos mais cedo, não tem espaço para você lá em casa. Hoje à noite, você vai ficar num hotel. Minha mãe já arrumou as suas malas, é só ir lá pegar.
Após falar isso, Priscila ergueu o queixo e passou por ela.
E ainda esbarrou no ombro dela de propósito.
— Que tal se eu te der uma carona? — Priscila parou de repente e apontou para o Mercedes estacionado ali perto. Ao erguer a mão, exibiu o grande bracelete de ouro no pulso.
— Viemos de carro este ano. Como acabamos de jantar, vamos levar seu cunhado para dar uma volta na cidadezinha. Você pode ir no nosso carro, a gente te deixa no hotel.
Isadora deu uma olhada no Mercedes:
— Bom carro.
Priscila colocou o cabelo atrás da orelha e se exibiu:
— Seu cunhado comprou para mim. É só um Mercedes qualquer, apenas algumas centenas de milhares.
Isadora sorriu, soltando uma indireta:
— A vida de funcionário público é realmente boa. Dá para comprar um Mercedes qualquer com tanta facilidade.
Entendendo a insinuação, Arthur não esperou Priscila falar e a puxou para irem embora logo.
Com o silêncio restaurado, Isadora notou um olhar ardente fixo nela.
Ela virou a cabeça e seus olhares se cruzaram. Os olhos escuros de Thiago pareciam encharcados de tinta preta, impossíveis de se enxergar o fundo.
De repente, ele sorriu:


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