Vitória Lacerda ergueu os olhos para Isaque Cavalcanti.
Nos últimos sete anos, Isaque Cavalcanti podia não ser o melhor namorado do mundo, mas para ela, passava raspando na média.
Agora, vendo a verdadeira face daquele homem, Vitória finalmente percebeu que Isaque nunca a havia amado.
Ele sempre dizia que era para o bem dela, mas, na verdade, só a manipulava, fazendo com que ela se sacrificasse por ele.
Bastava ele dizer "estou com saudade, quero te ver agora", e Vitória cruzava Valedoura inteira para encontrá-lo.
Ele dizia que não queria pensar em casamento por enquanto, e Vitória simplesmente esperava.
Esperou e esperou, até descobrir a verdade suja e repulsiva no estacionamento subterrâneo: Isaque a traía com sua própria meia-irmã.
Vitória achava que Isaque só tinha começado a apodrecer quando se envolveu com Kelly Lacerda.
Mas, olhando agora, percebia que ele era podre até os ossos. Antes, ele apenas sabia fingir muito bem.
— Eu não vou pedir desculpas. E não bati nela por interpretar mal a relação de vocês.
Sob os olhares curiosos e chocados de todos, Vitória pronunciou cada palavra com clareza:
— Na verdade, eu nunca a vi antes. Não faço a menor ideia de quem ela seja.
Assim que ela disse isso, o ambiente mergulhou em um silêncio absoluto.
"Não a conhece?"
Os fofoqueiros de plantão trocaram olhares confusos.
Se ela não conhecia a garota e nunca a tinha visto, por que a agrediria do nada, chamando-a de amante?
Isaque não esperava por aquela resposta. Um lampejo de pânico cruzou seus olhos:
— Vitória...
Ela o ignorou completamente e fixou o olhar em Kelly:
— Senhorita... Lacerda, não é? Tem certeza de que eu bati em você só porque achei que estava perto demais do meu namorado?
O olhar de Vitória queimava sobre Kelly.
Ela tinha certeza de que a garota não ousaria admitir a relação entre elas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia