Rebeca apenas achou que ela estava falando da boca para fora.
Mesmo sem conseguir ver o quanto Celeste estava triste, sua empatia falou mais alto e ela franziu a testa:
— Eu sei que você está sofrendo, mas quem não sofre? Veja o meu marido, por exemplo, eu só posso fechar os olhos para certas coisas. O instinto animal está na raiz deles. Não se cobre tanto, tente relevar.
Celeste sorriu, mas não disse nada.
Na verdade, ela estava levando tudo numa boa.
Ela não conseguia fechar os olhos para essas coisas. Não estava disposta a passar a vida inteira engolindo esse tipo de humilhação, comendo o pão que o diabo amassou. Preferia jogar tudo para o alto e recomeçar do zero.
— Mas olha, desde que tivemos o bebê, acho que ele começou a gostar mais de ficar em casa. — Rebeca olhou para Celeste e sugeriu com sinceridade: — Celeste, por que você não dá um jeito de ter um filho? Com um filho, o homem vai criando senso de responsabilidade familiar aos poucos, e quem sabe ele não corta os laços com essas oferecidas lá de fora.
Um filho?
Ela já tinha dado à luz um.
Mas o seu filho jamais seria uma ferramenta para prender um homem.
E ela não deixaria seu filho conviver diariamente com um pai que não tinha qualquer lealdade amorosa.
— Se você não se importar, eu posso te ajudar. O meu marido tem umas garrafas de vinho muito boas lá em casa, você leva, faz o Diretor Souza beber, e quem sabe, numa noite de paixão, o bebê vem naturalmente.
Rebeca estava realmente preocupada com Celeste.
Ela só podia tentar ajudar da melhor forma possível.
Celeste ia dizer que eles assinariam os papéis do divórcio em breve.
Mas lembrou que a avó Souza a havia proibido de mencionar o divórcio, então pensou em recusar a "boa intenção".
Foi quando ouviu o som de sapatos de couro parando logo atrás dela.
Seu coração deu um salto sem motivo.
Ela virou a cabeça.
E viu Gregório passando com uma taça de licor de frutas nas mãos, algo que não combinava nada com sua imagem.
Não precisava nem pensar para saber a quem ele estava levando aquilo.
Os olhos negros dele pousaram lentamente no rosto dela.
Mesmo que ele não demonstrasse nenhuma emoção aparente.
Celeste apertou os lábios no mesmo instante.
Sentiu uma irritação repentina.
Ele tinha ouvido...
Ela não queria de jeito nenhum um mal-entendido desses!
Abriu a boca, querendo dizer a ele para não pensar bobagens, que ela jamais faria algo como embebedá-lo para implorar por sexo.
Mas para sua surpresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....