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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 270

Na silenciosa suíte, a voz de Gregório estava carregada de uma sedução provocante, que atritou centímetro por centímetro o sistema nervoso central de Celeste.

Seu coração saltou sem motivo.

Ela se virou, com a intenção de olhá-lo.

Sua visão já estava coberta por uma sombra. À medida que o homem caminhava em passos largos em sua direção, ele apoiou levemente a mão na parede e, quase como se não fosse intencional, desligou o controle principal das luzes do quarto.

Restaram apenas as luzes no chão, contornando a base da cama de casal.

Mantendo o ambiente apenas levemente iluminado, para não ficar no breu total.

Instintivamente, Celeste recuou dois passos. Seus calcanhares bateram no degrau da cama e ela quase perdeu o equilíbrio.

Gregório ergueu a mão e a segurou pela cintura.

Celeste levantou a cabeça, encontrando aquelas pupilas escuras. As emoções, que ele sempre mantinha escondidas, pareciam transbordar de forma silenciosa e avassaladora neste momento. Ele segurou o pulso de Celeste:

— Não caia.

A palma da mão dele estava tão quente que fez as costas de Celeste se enrijecerem.

Ela estava atônita:

— Gregório? Será que você...

O seu olhar desviou-se abruptamente para a bebida, que ainda exalava um aroma doce.

Havia algo de errado naquele licor!

Gregório franziu a testa, seu pomo de adão proeminente subia e descia, mas ele não soltava Celeste.

Celeste apressou-se em empurrá-lo:

— Quanto você bebeu? Colocaram alguma coisa nessa bebida?

Muitas pessoas tinham brindado com Gregório esta noite.

Embora ninguém ousasse forçá-lo a beber, eram muitas pessoas. Após uma rodada, ele já estava um pouco embriagado. Se fosse estimulado por mais alguma coisa naquele momento, as consequências seriam impensáveis.

— Vá para o banheiro tomar uma ducha e clarear a mente. — O rosto de Celeste não estava dos melhores, mas ela deu logo a solução.

Gregório não respondeu.

Sua figura alta e imponente era extremamente opressiva, e sua respiração estava escaldante.

Com os olhos ligeiramente desfocados, ele encarou Celeste. Seu olhar deslizou das sobrancelhas dela até os seus lábios, aproximando-se centímetro por centímetro.

— Gregório! Olhe bem para mim, quem você acha que eu sou?

A mão longa dele acariciou levemente o cabelo dela, e sua voz saiu num sussurro:

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