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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 278

Celeste balançou a cabeça.

— Não sei. Já que ele a acompanhou de propósito até aqui para passear, talvez isso já estivesse nos planos.

Afinal, os dois já tinham o certificado de divórcio.

Era natural que Gregório estivesse ansioso para oficializar as coisas com a mulher que amava.

David não conseguiu ver nenhum traço de tristeza em Celeste.

Queria consolá-la, mas não sabia como começar.

Sete anos.

Um fim tão embaraçoso. Mesmo que o amor houvesse acabado, a cicatriz de uma ferida tão profunda ainda latejava.

Celeste deu um sorriso indiferente, deu um tapinha no ombro de David e voltou para o seu quarto.

Não gastou um segundo sequer imaginando como seria a noite de Dulce e Gregório.

Ela enviou algumas das fotos que havia tirado naquele dia para Laura.

Após tomar banho, quando se preparava para deitar.

O anel caiu do bolso do seu casaco.

Celeste o pegou, coçando a cabeça sem saber o que fazer com aquilo.

Deveria devolver o anel para Vinicius? Parecia estranho, afinal, ele nem o havia comprado pessoalmente. Ir atrás dele para devolver pareceria dramático demais da parte dela.

Enquanto ponderava.

A campainha tocou.

Celeste pensou que fosse David.

Colocou o anel de volta no bolso do casaco.

Ao abrir a porta, deu de cara com Gregório. Ele ainda vestia a mesma roupa, e seus traços eram profundos e imponentes.

Celeste ficou surpresa:

— Você não estava acompanhando...

— Volte para a Cidade Imperial comigo agora. O seu avô foi levado para a sala de cirurgia.

A voz grave dele soou categórica.

O rosto de Celeste mudou drasticamente.

Todo o sangue sumiu de sua face.

Gregório, visivelmente mais calmo, entrou no quarto dela sem a menor hesitação. Caminhou até a mala, pegou o casaco dela, guardou o carregador que estava no criado-mudo e fechou a bagagem.

Ele ergueu o pulso para checar a hora no relógio e falou com um tom estável:

— É horário de pico, e os voos estão esgotados. No caminho para cá, providenciei um jato particular. Quando chegarmos ao aeroporto, a rota já deve estar autorizada.

A mente de Celeste virou um caos.

O avô tinha noventa anos. Ela não ousava imaginar o que faria se algo de ruim lhe acontecesse.

Quando voltou a si, percebeu que já estava no carro.

Viajaram durante a noite de volta para a Cidade Imperial.

Fizeram isso no menor tempo possível.

Quando Celeste chegou ao hospital, Otávio Lopes ainda estava na sala de cirurgia.

O médico explicou:

— O senhor sofreu uma queda e fraturou a perna. No momento, não corre risco de vida.

Mas Celeste não se atrevia a pensar com otimismo.

Ela tinha formação médica.

Sabia perfeitamente a série de complicações graves que a fratura decorrente de uma queda poderia causar a um idoso.

Ela sentou-se no corredor, beliscando os dedos inconscientemente.

Parecia que só assim conseguia aliviar a tensão.

Gregório se aproximou e notou o hábito que ela tinha sempre que ficava irritada, nervosa ou triste. A pele de seus dedos já estava quase em carne viva.

Ele parou diante dela, tirou o relógio caro do próprio pulso, inclinou-se e o colocou entre as mãos que se torturavam:

— Fique de olho no tempo. Assim você saberá há quanto tempo ele está lá dentro.

Só então Celeste olhou para o relógio prateado, ainda morno do calor do corpo dele, que subitamente preenchia suas mãos.

E, sem conseguir se conter, começou a mexer e beliscar a peça.

Gregório observou de soslaio enquanto ela vandalizava o relógio e finalmente se sentou. Seu tom, predominantemente frio e que geralmente soava insensível, naquele instante serviu para acalmar Celeste:

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