Celeste Lopes achou que tivesse ouvido errado.
Sua expressão congelou por um instante, o coração sofrendo um aperto doloroso. Ela ergueu o olhar, incrédula:
— Você enlouqueceu?
Naquele momento, ela teve vontade de abrir o peito de Gregório Souza só para ver se o coração dele era mesmo de carne!
Ele sabia muito bem dos rancores entre ela e a Família Alves!
Gregório não respondeu. Inclinou-se para olhar a garotinha e disse com a voz suave:
— Estão distribuindo bolinhos ali, que tal pegar um?
Os olhos da menina brilharam instantaneamente. Ela acenou para Celeste e saiu saltitando naquela direção.
Só então Gregório se endireitou, encontrando o olhar de Celeste. Ele viu o ódio que ela nutria por ele em seus olhos, como se os anos de casamento tivessem sido completamente estilhaçados.
Ele ficou em silêncio por um segundo e, em seguida, deu um sorriso de canto:
— Você também sabe que tem havido muitos boatos ultimamente, e isso não é bom para ninguém. É só uma frase, não deve ser tão difícil assim.
— O que me importa se ela está viva ou morta? — Os olhos de Celeste transbordavam sarcasmo. Dizer que não estava furiosa seria mentira.
Para manter a reputação e o brilho de Dulce Alves, Gregório era capaz de qualquer coisa!
Mesmo que isso significasse arrancar o coração dela!
Não era exatamente isso? Fazer com que ela, a vítima, limpasse a imagem da amante que destruiu seu casamento?
Gregório não se importou com a hostilidade de Celeste, nem elevou o tom de voz. Seu timbre permaneceu calmo:
— Isso não vai te prejudicar. A papelada do Ateliê Lopes de Antiguidades estará pronta no máximo até o mês que vem. Não seria ótimo que tudo se resolvesse de forma tranquila até lá?
Um calafrio percorreu a espinha de Celeste.
Ela o encarou, sem acreditar.
Ele estava usando o Ateliê Lopes de Antiguidades para chantageá-la?
Eles tinham assinado um acordo afirmando que a loja de antiguidades seria transferida para ela em um ano, desde que não se casasse novamente nem revelasse o divórcio. E agora aquilo tinha virado mais uma moeda de troca para Gregório!
— Gregório?
Naquele momento, Dulce se aproximou.
Cortando abruptamente a atmosfera tensa.
Ou melhor, a indignação unilateral de Celeste.
Dulce, na verdade, tinha visto Celeste e Gregório conversando de longe. Seu orgulho havia sido pisoteado o dia todo. Foi forçada por Lorenzo Costa a pedir desculpas e acabou caindo na armadilha de Celeste, fazendo com que Gregório dissesse que ela era apenas uma funcionária. Por mais insatisfeita que estivesse, não podia simplesmente ir embora, afinal, precisava agradar Lorenzo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....