Dulce, que estava caída no chão, ao ouvir a voz de Celeste, arregalou os olhos assustados e avermelhados na direção dela. Segurando o braço que ainda sangrava, levantou-se e disse:
— Foi você, não foi?
Celeste franziu a testa:
— O quê?
— Foi você quem tentou me matar de propósito, não foi? — Após sentir o terror de quase ter morrido, o olhar de Dulce tornou-se completamente sombrio e cruel. — Só por causa daquelas coisas que eu te disse?
A atitude da outra mulher demonstrava uma convicção cega.
Celeste quase teve vontade de rir de raiva.
Por que Dulce achava que, só porque tinham uma desavença, teria que ser uma batalha de "vida ou morte"?
Estaria ela julgando os outros por si mesma?
— Você precisa se acalmar agora. — Celeste não queria prolongar o diálogo.
Pegou o celular com a intenção de ligar para a polícia.
Mas Dulce avançou bruscamente e deu um tapa em sua mão, derrubando o aparelho.
— Celeste, você mal podia esperar para que algo ruim me acontecesse! Quem mais seria além de você?
Ela havia perdido o controle.
Levantou a mão suja de sangue e tentou desferir um tapa no rosto de Celeste.
Ela de fato estava apavorada.
E igualmente enfurecida.
Afinal, tinha acabado de beirar a morte!
Celeste não esperava que ela fosse ser tão irracional a esse ponto. Ia empurrá-la, mas uma outra mão foi mais rápida, agarrando o pulso de Dulce com firmeza.
Interrompendo a ação de Dulce.
A brisa noturna soprou.
Celeste virou a cabeça.
Ergueu um pouco o queixo.
E viu o rosto frio e inexpressivo de Gregório.
Ele estava de lado, atrás dela, baixou os olhos para encará-la rapidamente e deu um passo à frente.
Dulce travou; o estado de descontrole emocional recuou subitamente, substituído pela surpresa:
Que pessoa normal deduziria de imediato e sem pensar que se tratava de uma tentativa de homicídio premeditado?
O que a levava a ter uma mente tão sombria?
Aquelas palavras deixaram a expressão de Dulce ainda mais carregada.
Ela sentiu vagamente que Celeste estava insinuando algo.
Mas, num momento como aquele, ela não podia morder a isca!
— Por que ela faria isso? — Gregório tirou um lenço limpo do bolso, limpando lentamente o sangue na palma da mão, e fez a pergunta de forma casual.
A dor lancinante no braço de Dulce estava fragmentando o seu raciocínio lógico.
Mas ela sabia muito bem o porquê.
Foi por causa das provocações que havia feito a Celeste.
Havia dito aquelas coisas para Celeste mais cedo.
E logo em seguida um acidente ocorreu; todos saíram ilesos, apenas ela se deu mal!
Mas ela manteve o rosto pálido e disse:
— Celeste sabe muito bem o motivo. O ódio que ela sente por mim não vem de hoje. Gregório, está doendo tanto...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Se Celeste ficar com esse Vinícius para mim não valeu apena lê isso 😏...
Genteeee, atualiza ao menos os capítulos gratuitos....
Cadê a continuação parou mesmo no capítulo 708?...
Não vai atualizar?...
Torcendo por Celeste Gregorio e Laura ficarem juntos esse Vinícius não e flor que se cheire😎...
Eu tô torcendo para o final da Celeste seja livre com a filha dela e o Gregório tenha que carregar com cruz a Dulce, sabendo que ela não vale nem o calçado da Celeste....
O chato dessa leitura é que a autora se prende e muitodetalhes que acabam se tornando repetitivos e tomam espaço de vários capítulos, a pessoa perde até o interesse em desbloquear outros capítulos...
Espero que Gregório devolva a loja da família Alves para Celeste e descubra que Laura é sua filha....
Após desmascarar Dulce no grande evento com muitas presenças da elite, Gregório sendo indiferente e menosprezando Dulce, acredito que Gregório também sabe que Dulce roubou o projeto do seu cofre. Gregório com certeza tratava Dulce e família com atenção e investindo para família Alves, para ter tempo para investigar os podres da mãe e filha....
Quando será concluído o livro???...