Recompensá-lo de novo?
Eu adoraria, se minha cintura não estivesse literalmente protestando de dor.
Isso não deveria ser um castigo?
Pois é, aqui está.
Lucien pode simplesmente ficar na cama.
Emma deslizou rapidamente de volta para seu quarto, lavou-se com cuidado e desceu para procurar Aria.
Ela tinha acabado de chegar ao primeiro andar quando viu Silas saindo da cozinha.
— Emma, você acordou tão cedo?
Silas piscou, visivelmente surpreso.
Ele imaginava que, depois do vínculo, Lucien não sairia do quarto por pelo menos três dias. Mas ali estava Emma, já circulando pela casa na manhã seguinte.
Acho que, depois de alcançar o Nível 7, seu corpo está mais forte do que nunca.
— Cedo? Já são dez horas. — Emma atravessou a sala e esticou a mão para acariciar a criaturinha empoleirada na cabeça de Silas.
Remy estava cochilando, mas ao toque de Emma, ele se mexeu, rolando e se aninhando na palma dela.
— Mamãe!
— Bom garoto. Pode dormir mais um pouco.
A voz de Emma suavizou instintivamente, temendo acordar o pequeno.
Então ela se voltou para Silas. — Tem algo para comer? Estou morrendo de fome.
— Sim, preparei o café da manhã. Vou trazer para você.
Corvin tinha ido cumprimentar os companheiros de Aria naquela manhã, então Silas ficou encarregado da cozinha.
— Vou com você. — O estômago de Emma roncou. Ela queria comida imediatamente.
Eles entraram juntos na cozinha. Silas abriu o armário e tirou alguns pratos.
— Emma, come um pouco primeiro. Daqui a pouco faço algo melhor.
Eram apenas refeições simples que ele preparara para Corvin e os outros. Não esperava que Emma acordasse tão cedo, então não tinha separado nada especial para ela.
— Não precisa. Isso já é suficiente. — Ela estava com fome, mas nada comparado ao apetite de quando carregava Remy. Uma tigela de macarrão bastava.
Silas sentou-se à sua frente, observando enquanto ela comia.
— Emma, onde está Lucien? Por que ele não desceu com você?
Depois do vínculo, como Lucien deixaria ela sair sozinha? A menos que... tenha acontecido algo? Uma chamada para batalha? Ou algum imprevisto?
Emma congelou por meio segundo diante da pergunta, antes de responder com calma:
— Ele ainda está descansando.
Ela não pretendia explicar exatamente o que aconteceu na noite anterior.
— O quê?
Silas encarou, certo de que tinha ouvido errado.
— Emma, quer dizer que você já está de pé, mas Lucien ainda está na cama?
— Sim.
Emma sorveu o último fio de macarrão, assentiu e disse:
— Ele estava um pouco cansado ontem à noite, então pedi para ele dormir mais.
Silas não conseguiu dizer uma palavra.
Impossível.
Simplesmente impossível.

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