Chase saiu do restaurante com passos largos e urgentes, seguindo direto para o carro no estacionamento subterrâneo. O telefone permanecia colado ao ouvido, sua voz baixa e controlada, tentando acalmar o desespero de Althea. Ele entendia perfeitamente o estado dela, na verdade, sentia o mesmo impacto.
A notícia sobre Lydia o pegou de surpresa. Ele a conhecia bem. Lydia sempre esteve por perto, acompanhando Althea e Josh, sendo uma presença constante e silenciosa no processo que ele tanto lutou para construir com eles. Sua sinceridade havia conquistado respeito, e sua amizade tinha valor. A ideia de algo grave ter acontecido com ela apertava seu peito de forma incômoda.
Em poucos segundos, o carro já deixava o prédio. Chase apertou o volante com firmeza, obrigando-se a manter o foco, mesmo com a urgência tomando conta de cada pensamento. Do outro lado da linha, os soluços contidos de Althea só tornavam tudo mais difícil.
— Aguenta firme, minha querida. A gente vai chegar até a Lydia, tudo bem? — Murmurou.
Minutos depois, ele parou em frente à escola onde Althea dava aula. Ela já estava do lado de fora, pálida, segurando o celular como se fosse a única coisa que a mantinha de pé. Assim que o viu, correu na direção dele.
— Eu... — A voz dela falhou. — O hospital ligou de novo, Chase. A Lydia... O estado dela é grave. O acidente deixou ela inconsciente e—
Chase não deixou que ela terminasse. A puxou para um abraço firme, a mão deslizando pelas costas dela em um gesto calmo, constante. Os soluços dela se intensificaram contra o peito dele.
— Você está comigo agora. Respira... A gente vai até ela. Você precisa ser forte, Althea. A Lydia também é forte. Eu também estou preocupado.
Ela abaixou o olhar, tentando controlar a respiração. Depois de alguns segundos, conseguiu se recompor o suficiente para falar:
— E o Josh?
Chase enxugou a lágrima que escorria pelo rosto dela e pegou o telefone novamente.
— Chris, preciso que você busque o Josh na escola. Leva ele pra casa e deixa ele confortável. Fala com meus pais, explica o que aconteceu. Eu preciso ir pra Mighatan agora, uma colega da Althea sofreu um acidente.
— Entendido! — Respondeu Chris sem hesitar. — Vocês vão com cuidado.
— Cuida do Josh enquanto estivermos fora. Os livros dele estão em casa, mas se precisar, fala com a professora Spencer.
— Relaxa! — Disse Chris, com um leve riso. — Pode deixar comigo. E com o Cale aqui, dá até pra animar um pouco a vida dele.
Mesmo na tensão, Chase soltou uma pequena risada. — Faz o que quiser, só não deixa ele se sentir sozinho.
— Nem pensar. Ele tá em boas mãos.
Chase desligou.
Chris guardou o celular e se virou, apenas para encontrar Daven observando-o com um brilho curioso no olhar.
— Acho que nossa reunião termina por aqui. — Disse Chris, levantando-se. — Preciso buscar o filho do Chase. Foi bom encontrar um ponto em comum com você, senhor Daven.
Se o pressentimento de Daven estivesse correto... Aquele garoto só podia ser Josh.
Talvez... Essa fosse a oportunidade que ele precisava.
— Concordo! — Respondeu, com naturalidade. — Mas... Posso ajudar?
Chris franziu a testa. — Ajudar como?
— Posso te levar até a escola. Não é problema para mim.
— Eu? Tô bem, senhor bonito! E você?
Chris observava tudo, cada detalhe. Aquilo não parecia apenas um encontro casual. E a semelhança... Era difícil de ignorar.
— Vocês se conhecem? — Perguntou, franzindo a testa. — Josh, você conhece esse homem?
— Claro! — Respondeu o menino, sorrindo. — Mas... Por que o tio Chris veio me buscar? Cadê o tio Chase e a mamãe? Eles prometeram me levar pra comer hambúrguer hoje...
Josh se soltou do abraço de Daven e foi até Chris, olhando para ele com curiosidade.
— Eles tiveram que resolver algo importante. — Explicou Chris, bagunçando o cabelo dele. — Mas você pode sair comigo. A gente come hambúrguer... E até sorvete. Que acha?
Josh pensou por um instante... Então olhou para Daven.
— O senhor bonito pode ir também?
Daven e Chris ficaram surpresos ao mesmo tempo.
— Ah... — Josh abaixou a cabeça. — Não posso falar com estranhos. A mamãe disse que o senhor bonito é um estranho.
Daven sorriu de leve.
— Sua mãe está certa... Eu sou um estranho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...