Uma música suave flutuava pelo salão iluminado em tons dourados, misturando-se às risadas e conversas baixas. O doce perfume das flores se misturava ao aroma delicado das velas de rosas, envolvendo a noite em calor e felicidade.
O casamento de Chase e Althea não era extravagante, mas havia algo naturalmente luxuoso em sua simplicidade. As mesas estavam elegantemente decoradas, a comida era servida em porcelanas gravadas, e cada canto do salão parecia irradiar um tipo de amor e contentamento que dinheiro algum poderia comprar.
— Eu falei! — Comentou Lydia de sua cadeira de rodas, tomando um gole de suco de limão. — Os casamentos mais simples sempre são os mais memoráveis.
— E também os que parecem os mais caros. — Provocou Kalina ao lado dela.
Lydia soltou uma pequena risada, embora seu olhar inevitavelmente percorresse o salão até os Callister.
Ela ainda se sentia desconfortável perto deles.
Mas até mesmo Lydia não podia negar o que enxergava nos olhos daquela família, felicidade genuína por Althea.
Eles haviam sido alguns dos primeiros a ajudar na preparação do casamento, apesar da relutância inicial de Althea.
Talvez, pensou Lydia... Eles finalmente estivessem começando a entender alguma coisa.
A única maneira de compensar os erros do passado era tratando Althea com bondade, desejando sua felicidade e permanecendo ao lado dela.
— Você tem razão. — Respondeu Lydia levemente, sorrindo para Kalina.
No centro do salão, toda a atenção de Chase estava voltada para sua noiva.
A voz dele saiu suave, carregada de carinho.
— Você está feliz?
O sorriso de Althea era gentil e radiante.
— Mais do que feliz.
— Ótimo! — Respondeu ele, o tom mudando para uma animação divertida. — Porque acabei de receber uma mensagem da senhora Yoshida.
Ele entregou a ela um elegante envelope creme.
— Ela não pôde vir hoje, mas deixou algo para nós.
Althea franziu a testa, curiosa, e abriu lentamente o envelope.
Os olhos dela se arregalaram.
— Passagens para o Japão?
Chase assentiu, sorrindo.
— Uma lua de mel de dez dias. Ela já organizou tudo. Tudo o que precisamos fazer é aproveitar.
O olhar de Althea caiu sobre a pequena anotação escrita à mão em um canto do envelope, fazendo seu coração apertar ao reconhecer o nome familiar.
Yoshida — Me desculpe por não poder comparecer, mas permita-me recebê-los durante sua estadia no Japão.
Ela respirou discretamente, tentando se recompor antes que a emoção transparecesse demais.
Chase percebeu imediatamente a mudança em seus olhos.
— Você não vai recusar, vai?
— Não! — Admitiu baixinho. — Ela sempre sabe exatamente como tornar impossível para mim dizer não.
Chase sorriu calorosamente.
— Então vamos aceitar com gratidão. Quem nos trata com gentileza merece nossa gratidão também.
Antes que Althea pudesse responder, uma explosão de risadas interrompeu o momento.
Josh veio correndo até eles, a gravatinha torta e um enorme sorriso no rosto.
— Mamãe! Posso dormir fora hoje?
Althea se abaixou, ajeitando a gravata dele com paciência.
— Dormir onde?
— Papai Chase disse que eu posso escolher! — Respondeu animadamente. — Posso dormir na casa do tio Cale, ou do tio Chris... Ou...

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