A chuva pesada encharcava SunCity naquela noite.
O céu estava escuro, trovões rolavam ao longe, e os relâmpagos iluminavam brevemente as ruas lá embaixo.
Dentro da sala de brinquedos aquecida, Daven dormia profundamente no chão acarpetado, com Josh aninhado contra seu peito e Grace encolhida, segura, em seus braços.
Althea estava parada à porta, observando-os com um aperto no peito que não conseguia nomear.
Ela se aproximou e sussurrou suavemente:
— Daven...
Ele se mexeu, piscando sonolento, a voz baixa e rouca de sono.
— Hm? Que horas são?
— Quase onze... — Murmurou ela. — Você dormiu de novo.
Ele olhou para as duas crianças repousando sobre ele e sorriu de leve.
— Parece que eles venceram hoje à noite.
— Você ficou acordado até tarde trabalhando de novo, não ficou?
— Só um pouco... — Disse casualmente. — Josh queria que eu o ajudasse a construir um foguete de papelão. Eu não fui rápido o bastante, então... Acho que este é meu castigo.
Althea suspirou suavemente e pegou uma manta, cobrindo-os com cuidado.
— Você não precisa continuar fazendo isso, Daven. Eu consigo cuidar deles.
Daven ergueu os olhos para ela, calmos e calorosos.
— Eu sei. Mas eu quero.
— Você está exausto.
— Estou... — Disse ele, a voz descendo para um sussurro terno. — Mas é aquele tipo de cansaço que faz bem. Eles são a melhor parte do meu dia.
O silêncio permaneceu por um instante, preenchido apenas pelo som constante da chuva.
— Pelo menos vá para o sofá. — Disse ela em voz baixa. — O chão está frio.
— Se eu me mexer, Grace vai acordar.
— Eu posso pegá-la.
Ele balançou a cabeça, apertando a bebê um pouco mais contra si.
— Não, não pegue. Você vai se cansar. Estou bem aqui.
Althea baixou o olhar, e um pequeno sorriso puxou seus lábios.
— Você é tão teimoso.
— Achei que essa fosse uma característica do Josh.
Os olhos dela oscilaram com emoção.
— Talvez ele também tenha herdado isso do pai.
***
Pela manhã, a chuva ainda não havia parado.
Caía mais forte, tamborilando contra as janelas enquanto o céu cinzento engolia a luz.
Daven esfregou os olhos, encarando o celular com uma expressão meio atordoada.
— As ruas estão alagadas. Todas as estradas para a minha casa estão fechadas.
Althea, ocupada junto ao fogão, virou-se para ele.
— Você não pode ir para casa?
— Não pelas próximas horas.
Josh, levando uma colherada de cereal à boca, animou-se imediatamente.
— Isso significa que o papai vai dormir aqui de novo!
Althea lançou-lhe um olhar.
— Josh...
— Mas tudo bem, né, mamãe? — Perguntou ele, com os olhos grandes e esperançosos. — O papai pode me ajudar a construir o avião hoje!
Daven riu baixinho.
— Só se a mamãe concordar.
Althea suspirou.
— Só por enquanto. Até o tempo melhorar.
Ele assentiu.
— Obrigado.
Grace soltou uma risadinha em sua cadeirinha, estendendo as mãozinhas para ele.
— Viu? — Disse Althea gentilmente. — Até Grace sabe quem é o mais mimado por aqui.
— Ela é uma garota esperta. — Respondeu Daven, pegando Grace no colo. — Esperta o suficiente para escolher sua pessoa favorita.
Althea lançou-lhe um olhar de lado.
— Ou talvez ela apenas seja boa em ler corações.
Ele sustentou o olhar dela por um longo momento antes de murmurar:
— Espero que não. Porque ainda estou tentando entender o meu.
Ao meio-dia, a chuva ainda não havia parado.
Daven estava sentado com Josh na sala de estar, ajudando-o a montar um avião em miniatura, enquanto Althea trabalhava em silêncio junto à lareira, costurando um dos vestidinhos de Grace.
— Papai! — Josh gritou, orgulhoso. — Olha! Colei as asas sozinho!
— Isso é incrível, capitão Josh.
— Quando eu crescer, quero trabalhar com você, papai.
— Não é necessário. — Disse ela rapidamente. — Não quero incomodar você.
— Não é incômodo, Thea. Eu só... Quero ter certeza de que você está bem.
Ela soltou um suspiro fraco.
— Você sempre faz isso, Daven. Aparece bem quando estou prestes a desmoronar.
— Porque eu perdi você uma vez... — Sussurrou ele. — E não vou deixar isso acontecer de novo.
Os olhos dos dois se encontraram, e o espaço entre eles ficou pesado com palavras que nenhum deles ousava dizer.
A chuva martelava contra as janelas, preenchendo o silêncio.
— Daven...
— Sim?
— Se tudo isso for só porque você se sente culpado por causa de Chase...
— Não. — A voz dele cortou a dela antes que pudesse terminar. — Isso não é por causa de Chase. É por você. Por Josh. Por Grace.
A respiração de Althea tremeu quando ela desviou o olhar.
— Eu não sei se devo agradecer ou ter medo.
— Medo de quê?
— De me acostumar a ter você aqui de novo.
Ele sustentou seu olhar, o tom suave, mas inabalável.
— Talvez isso não fosse algo tão ruim.
— Poderia ser muito ruim, Daven.
Um sorriso fraco e cansado tocou os lábios dele.
— Então deixe que eu lide com a parte ruim.
O silêncio voltou a cair, até que um trovão rasgou o céu.
Do quarto veio o choro de Grace.
Althea se virou imediatamente, mas Daven foi mais rápido.
— Eu vou pegá-la. — Disse com delicadeza.
Momentos depois, ele voltou com Grace aninhada tranquilamente contra o peito, os dedinhos da bebê agarrados à camisa dele.
Althea ficou parada à porta, observando-o em silêncio.
— Você consegue até fazer uma tempestade parecer calma.
Ele olhou de volta para ela, a voz baixa.
— Não sou eu. É porque estou aqui... Com você.
E, por um momento, entre a chuva interminável e o coração silencioso da noite, o tempo parou, deixando apenas os dois naquele tipo de silêncio que não precisava ser explicado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...