— Eu sinto muito, não queria ser inconveniente. Eu apenas vi e não pude deixar de perguntar.
— Está tudo bem — ele disse, apoiando as mãos sobre a mesa. — Mas não quero estragar a noite. Não é uma história feliz, mas quem sabe um dia não lhe conte.
Dei um meio sorriso. — Claro, por que não?
Ele pegou minha mão na mesa e começou a falar. — Eu sei que pode ser cedo para isso, mas queria saber se você iria comigo para nova Iorque.
Ah, não.
Deus sabe como eu queria ir com ele, mas como eu poderia? Com passar dos meses, ele descobriria a gravidez, e ele era tão gentil, não seria justo que descobrisse assim. Eu queria tanto mudar tudo. Ele me olhou com olhos curiosos. Retirei minha mão com cuidado.
— Você tem alguém? — perguntou sério, um rosnado possessivo em seu tom.
— Não. Não é isso... — responder, quase não consegui conter a decepção na minha voz.
— O que é, querida, você está branca. — Ele segurou a minha mão na mesa.
Apenas balancei a cabeça, olhando em qualquer lugar, exceto em seus olhos. — Há algo... há algo que eu não te contei.
*
— Seja o que for, não precisa ficar aflita. Vou te ajudar no que for preciso. Não precisa ter medo.
— E-Eu... Eu... — gaguejei involuntariamente. — Estou grávida, Colle. Estou de dois meses.
Na mesma hora, senti um tremendo peso sair das costas, e uma corrente apertar meu coração. Olhei para os seus olhos, ele parecia congelado. Seu corpo estava tenso, ele trancou a mandíbula.
— Sinto muito — continuei. Eu deveria ter lhe contado. Eu também tenho certeza que há algo sobre contratar mulheres grávidas sem o devido registro, mas eu nunca prejudicaria você.
— Você acha que eu realmente me importo com o fato de ter uma funcionária grávida não registrada?
A nota de amargor, quando ele pronunciou “gravida” não passou despercebida por mim.
— Tudo foi muito complicado antes de eu chegar aqui. — A tensão era palpável e a adrenalina me fez tremer. — Se você me deixar explicar...sei que agora estamos em algo aqui. — minha bochecha queima com a minha timidez.
Ethan, começou a balançar a cabeça negativamente. — Você não me deve explicações. Eu que não devia ter lhe interpretado da forma errada. — Embora a fala tenha me magoado, de alguma maneira não parecia cruel. — Sinto muito se sentiu-se pressionada de alguma forma, não era minha intenção. — Baixou o olhar, claramente decepcionado. — Além do mais, você é uma adolescente. Praticamente uma criança. Sou um homem adulto. — Por Deus, eu deveria tomar conta de você e não querer...
Te foder
Ele não fala isso, mas as palavras ficam flutuando no ar.
Então sou um jeito de concertar as coisas, afinal de contas, Colle não foi nada além de bom para mim. E meus hormônios estão me enlouquecendo, definitivamente ele não faria nada que eu não queria. Eu não ficaria grávida, já estando grávida.
— Não, por favor, não pense isso. Eu quis, eu me sinto tão bem com você
por perto.
— Claro — ele disse baixo.
— Por favor, não me odeie. — Passei a mão em seu rosto.
— Eu não te odeio — ele disse seco. Segurou minhas mãos e as tirou do seu rosto. — Nós não temos nada — disse com amargor. — Eu ultrapassei um limite que não deveria ter ultrapassado e peço perdão por isso. Se fiz você acreditar que poderíamos ser algo além de patrão e empregada.
Então eu rio, um pequeno ruído amargo que não me pertence. Isto é ridículo. Nós não tínhamos nada. Então porque a declaração de Ethan voltar a sua residência em New York me pareceu tão absurda e cruel? Em nenhum momento Ethan me prometeu nada. Então porque eu sentia que era errado ele me abandonar aqui?
— Colle, eu preciso falar... sobre a noite do meu aniversário.
Sério, ele me cortou.
— Não há nada para dizer, Nicole. Não direi a você que foi um erro, oque aconteceu entre nós dois. Mas não não pode e não irá mais se repetir. — Ele olhou nos meus olhos, com seriedade. Por um segundo, vi uma fagulha de tristeza em seu olhar, mas sumiu tão rápido que eu não saberia mesmo dizer se um dia esteve ali.
— É por causa da minha gravidez? — Pergunto com sinceridade. Porque Você não parecia tão indisposto antes de eu te contar. — Acuso. Minhas bochechas esquentam ao admitir isso.
A expressão em seu rosto fica desconfortável.
— Você acha que eu não quero você, porque está grávida? — Ele da uma risada amarga, passando a mão pelos cabelos lisos e loiros e se levanta do seu lugar. Ele se aproximou e me enjaulou com as palmas das mãos contra a parede em ambos os lados do meu rosto.
Seus lábios roçam a concha do meu ouvido enquanto ele sussurra contra o meu pescoço. Os pelos curtos de sua barba raspam na lateral da minha bochecha e eu estremeço com cada palavra que ele pronuncia.
— Você não tem noção N I C O L E. — Sim, ele diz meu nome pausadamente.
Minha frequência cardíaca aumenta e eu preciso respirar pausadamente. Eu olho para cima, encarando os seus olhos azuis tempestuosos e percebo o quanto ele é alto, meu rosto está literalmente inclinado para o alto para encara-lo
— Você realmente não tem noção. — ele disse depois de uma longa pausa. — Eu nunca quis tanto alguém como eu quero você.
Eu choramingo, porque porra, nossos lábios estão tão próximos e seu cheiro é tão sexy que eu estou me derretendo e ele mal está me tocando.
— Eu queria possuí-la, fode-la, domina-la, e ainda sim, para mim não seria o suficiente. — Sua voz sai baixa e letal. Eu tiraria tudo de você, porque porra, você é boa demais, inocente demais, é como a cura para o meu vicio, do qual eu nunca teria o suficiente. — Sua voz profunda vibra contra o meu ouvido. — Você não poderia lidar com isso, porque no final eu te destruiria, e eu reconheço alguém que já perdeu tudo, eu me familiarizo com o seu olhar quebrado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...