Eu estava apreensiva. Nunca conheci ninguém da família de Ethan, eu não sabia como agir. Claramente para Ethan era importante essa reconexão com o seu passado. Uma maneira de enterrar toda aquela merda com o seu pai. Então eu digo a mim mesma que faria essa noite parecer a melhor de todas por Ethan.
Colle, fechou o salão que fazia parte do restaurante do hotel só para receber o irmão. Por questões óbvias: Aparentemente o seu irmão era tipo uma celebridade local também, e a morte precoce do seu pai traria muitos repórteres, imprensa e curiosos a volta. Então Colleri dobrou a segurança em volta do hotel e fechou a parte do restaurante só para nós.
Eu me sentia uma tola adolescente de quinze anos prestes a ser apresentada à família do namorado.
Um segurança avisou sobre a chegada do seu irmão, Colle levantou e foi até a ele, empolgado com a sua chegada. Minhas mãos soavam frio e meu coração batia tão forte que eu podia senti-lo na base da minha garganta. Ouvi os comprimentos, ainda sem me virar. Minha cadeira de costas para entrada do salão do restaurante. Alguns segundos depois, ouvi passos em minha direção.
— Nicole, esse é o meu irmão...Luck
Eu me endireito na cadeira e ouço meu próprio batimento cardíaco em meus ouvidos. Eu devo ter escorregado no banho e batido a cabeça. Quando me viro, eu respiro fundo, trêmula. Meu rosto deve estar vermelho igual um tomate. Mas dessa vez não é vergonha.
— Prazer. — Ele sorriu para mim. Seus olhos encontram os meus, glaciais e completamente desprovidos de emoção.
Apertei suas mãos suaves, mãos grandes, dedos longos e magros. Neste momento, uma onda de completo terror passou pelo meu corpo, meu corpo tremia e tive que me controlar para simplesmente não arrancar minha mão do seu contato
— Sou Luck Petrelli.
Eu nunca acreditei em destino. Sempre fui cética, não do tipo que não acredita em Deus ou algo assim. Não desse jeito, mas em relação ao destino. Sempre acreditei na responsabilidade dos seus atos do jeito mais cru. Que seja. Eu sei! Falar assim parece até um poço cruel, mas é a coisa mais lógica a se pensar em uma situação, ao invés de responsabilizar o invisível destino.
O ser humano é assim, gosta de se absolver da culpa, dar razão ao invisível, acreditar que é tudo uma brincadeira de mau gosto do destino.
Mesmo quando engravidei ou quando levei um pé na bunda, quando Madeleine quis me obrigar a um aborto, quando não tive para onde ir ou com quem contar, ou quando Ethan me abandonou a primeira vez. Em nenhuma daquelas vezes eu responsabilizei o destino. Sempre soube do meu enorme grau de culpa. Sempre soube que se eu:
menti,
omiti
escondi,
falhei,
ou simplesmente assenti, aquilo me fazia cúmplice de uma situação. E não refém. Mas nesse caso, nesta mesa, neste hotel... Eu realmente não conseguia entender, em todo o caminho que eu percorri, onde foi que eu havia mentido, omitido, escondido, falhado ou simplesmente assentido. Porque, porra, aquilo estava muito errado! E de verdade, se isso não fosse uma brincadeira fodida do destino, eu não sabia mais o que poderia ser.
Mais tarde, enquanto estávamos sentados na mesa tudo parecia seguir seu fluxo normal, enquanto eu tentava de toda forma manter minha expressão neutra...e falhando miseravelmente.
— Está tudo bem, amor? — Colle juntou suas lindas sobrancelhas com estranheza, criando sulcos de preocupação entre elas.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...