POV/ ADRIAN
O som da música lenta preenchia o quarto, selando as portas para o resto do mundo. Ali dentro, as babás, os choros e as responsabilidades de um império não ousavam entrar. Eu a mantinha colada ao meu corpo enquanto dançávamos, movendo-nos no ritmo de uma urgência que eu tentava dominar. Meus olhos eram prisioneiros dos dela.
Clara estava deslumbrante. O vestido vermelho abraçava suas curvas de um jeito que me deixava tonto; ela sempre foi linda, mas essa nova versão — com o corpo mais farto, os seios pesados e as pernas mais grossas — exalava uma feminilidade visceral que me viciava. Eu a apertei contra mim, enterrando o rosto no seu pescoço, inalando o perfume da pele banhada e o cheiro doce do seu novo cabelo loiro.
Emoldurei o rosto dela com as palmas das mãos, protegendo-a como se ela fosse a joia mais rara da minha coleção. Eu sabia que ela amava esse foco total. Para o mundo, eu era o Imperador frio; para ela, naquele momento, eu era apenas o homem que não conseguia desviar o olhar.
Beijei-a com uma fome que vinha de meses de contenção. Minhas mãos tinham memória própria e o corpo da Clara era o único mapa que eu queria decorar para sempre.
— Eu te amo — sussurrei contra seus lábios, descendo a mão para a curva da sua cintura e puxando-a para sentir o quanto eu a queria. — Eu te amo muito.
Ela sorriu, aquele brilho travesso de quem me conhecia bem, e perguntou se hoje o Imperador não ia querer "brincar". Ri baixo, um som rouco de quem estava no limite. Era fascinante: bastava um toque dela para que eu perdesse o controle. Já conheci muitas mulheres, mas nenhuma tinha esse poder. Não era sobre proporções de revista; era sobre a Clara. A luz dela, a força com que cuidava das nossas filhas e a entrega total a mim. Ela era o meu vício mais profundo porque era única. Minha. Apenas minha.
— Hoje eu não quero apenas transar, Clara. Eu quero fazer amor com você até você esquecer o próprio nome... e depois, eu ainda vou te foder com toda a fome que acumulei neste ano.
Puxei-a pela mão em direção à cama.
— Adrian, espera... — ela murmurou, mas os olhos verdes brilhavam de expectativa.
— Calma, amor. Deita aqui.
A visão dela nos lençóis de seda era uma obra de arte. O vestido vermelho subia levemente pelas pernas grossas, o cabelo dourado espalhado pelo travesseiro como uma aura. Subi a mão pela coxa dela e, quando ela se mexeu ansiosa, dei um tapa leve, porém firme, em sua pele macia.
— Se você se mexer, eu aperto com força — avisei, vendo-a se arrepiar. — Fique quietinha para mim.
Subi a mão devagar, sentindo o calor e a umidade na renda da calcinha. Ela estava pronta, mas eu queria mais. Comecei pelos pés, retirando seus sapatos e pressionando os pontos certos para drenar o cansaço que ela carregava. Eu tinha estudado para isso; li sobre anatomia e pontos de tensão apenas para ser o alívio dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido