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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 255

POV Adrian

O silêncio na mansão era tão raro que chegava a incomodar meus ouvidos, acostumados ao caos de choros, risadas e o som constante de Frozen ecoando pela sala de cinema. Mas hoje, o silêncio era meu aliado. Isadora tinha levado as quatro — as gêmeas maiores e os bebês — para passar a noite fora. Eu finalmente tinha o meu território de volta. E, mais importante, eu tinha a minha mulher de volta.

Tranquei a porta da suíte master com um clique metálico que soou como um veredito. Eu estava em abstinência. Não apenas física, embora meu corpo vibrasse em uma urgência que beirava a dor, mas uma abstinência da alma. Sentia falta da Clara que me olhava sem o filtro do cansaço extremo, a Clara que não estava calculando o próximo horário da mamadeira.

Caminhei em direção ao nosso santuário particular no porão reformado. A cada degrau que eu descia, o cheiro de baunilha e sândalo — o perfume dela misturado às velas que ela acendera — invadia meus sentidos, nublando meu julgamento.

Eu a vi de costas.

O novo cabelo loiro caía como uma cascata de ouro polido até a cintura, brilhando sob a luz difusa das velas. Ela usava aquela lingerie vermelha, a cor que ela sabia que me transformava em um animal faminto. Minha respiração travou na garganta.

— Clara... — minha voz saiu mais como um rosnado do que como um nome.

Quando ela se virou, a insegurança que vi em seus olhos por causa das mudanças no corpo me deu vontade de socar o mundo. Ela não entendia. Ela via marcas, eu via a prova viva de que ela era o solo onde minha vida floresceu. Ela via flacidez, eu via as curvas da mulher que carregou meu legado.

Aproximei-me devagar, cercando-a contra a parede de couro. Meus dedos traçaram o contorno do seu rosto, descendo pelo pescoço até sentirem a pulsação acelerada na base da sua garganta. Ela estava nervosa. E estava pronta.

— Você não tem ideia do que está me pedindo ao me provocar assim, piccola — sussurrei, colando meu corpo ao dela, deixando que ela sentisse exatamente o tamanho da "dívida" que eu pretendia cobrar. — Eu contei cada noite que passei em claro apenas velando seu sono, respeitando seu cansaço enquanto meu sangue fervia por você.

Puxei seu corpo para cima, forçando suas pernas a envolverem minha cintura. O contato da pele dela com a minha era o choque elétrico que eu esperava há meses.

— A conta está alta, Clara Cavallieri — rosnei contra o seu ouvido, mordendo levemente o lobo da sua orelha antes de descer os beijos pelo seu colo. — E hoje, o Imperador não aceita pagamentos parcelados. Eu quero tudo. Quero cada centímetro, cada gemido, cada átomo da sua atenção.

Desta vez, não haveria bipes de monitores. Não haveria choros interrompendo o clímax. Eu ia enterrar meu passado, meu estresse e minha obsessão dentro dela até que não sobrasse nada além de nós dois.

— Comece a pagar, minha patologia — ordenei, tomando sua boca em um beijo que prometia que a noite estava apenas começando. — E não espere misericórdia.

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