CHÁ DE REVELAÇÃO
O sol de Milão parecia brilhar com uma intensidade festiva naquela tarde. O jardim do espaço de eventos estava impecável, decorado com balões em tons rosa e azul que flutuavam suavemente com a brisa. Zoe, radiante em um vestido fluido que marcava a curva delicada de seus quase quatro meses de gestação, sentia que aquele era o momento de sua maior paz. Aquele bebê, antes mesmo de nascer, já era sua âncora e seu equilíbrio.
Juliana corria de um lado para o outro, ajustando os laços das cadeiras e conferindo os doces. Sua euforia era contagiante.
— Zoe, amiga, você está uma deusa! Olha que barriguinha mais linda.
Exclamou Juliana, parando apenas para admirar a amiga.
— O espaço está perfeito, não está?
Antonella se aproximou, entregando um copo de água para Zoe e sorrindo com cumplicidade.
— Tudo está sob controle, Ju. A contagem regressiva já vai começar. A faixa já está no lugar!
Ao fundo, a enorme faixa exibia a pergunta que pairava no ar:
"HENRICO OU GIOVANNA?"
Entre os convidados, nomes conhecidos sorriam e brindavam: Dona Laura, emocionada ao ver a felicidade da filha; Enzo, o chefe de Zoe; além de Gioconda, Simone, Júlio e Guilhermo, que se misturavam aos antigos colegas de faculdade em um clima de pura celebração.
Enquanto a música suave preenchia o ambiente, Enzo observava Zoe de longe. Ele não pôde deixar de sentir um aperto no peito ao pensar em Henry Salvattore. "Como ele pode ser tão cego?", pensou Enzo. "Perder a chance de viver isso ao lado de uma mulher tão incrível foi o maior erro da vida do amigo." Enzo sabia que Henry ainda se arrependeria pelas idiotices que fez, ele sabia que Karen era manipuladora, e sua fixação por Henry era apenas ego. Nunca foi amor!
O que ninguém ali imaginava é que, escondido entre a folhagem densa de uma propriedade vizinha, o próprio Henry observava cada detalhe. O coração dele batia em um ritmo doloroso. Ver Zoe tão linda e grávida, cercada de amor, era um lembrete cruel de que sua própria estupidez o havia colocado do lado de fora daquela cerca. Ele era um espectador da vida que ele mesmo ajudara a criar, mas que não tinha mais o direito de tocar e está ao lado dela naquele momento importante.
— Pessoal, atenção!

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