MEU FILHO CHAMARÁ HENRICO, ESTÁ DECIDIDO
O escritório de Enzo estava mergulhado em um silêncio denso, quebrado apenas pelo som rítmico da chuva contra o vidro. Zoe tinha acabado de ter uma reunião com o chefe. Ela organizava alguns documentos quando Enzo, hesitando por um momento, decidiu romper o protocolo profissional.
_ "Zoe, recebi notícias da família Salvattore hoje",
Começou Enzo, observando-a de soslaio.
_ "A Karen está grávida de gêmeos. É um casal. Ela enfim conseguiu chegar onde queria, o velho Lorenzo agora irá colocá-la num altar de adoração."
A mudança no rosto de Zoe foi súbita, quase violenta. Em um piscar de olhos, a máscara de concentração profissional? aquela que exalava competência e foco absoluto, estilhaçou-se para dar lugar a um bloco de gelo, rígido e impenetrável.
Suas mãos não hesitaram; ela continuou a manipular os papéis sobre a mesa com uma precisão mecânica, mas a atmosfera ao seu redor pareceu despencar vários graus. Quando finalmente falou, não houve grito ou alarde. Sua voz saiu baixa, lapidada com um fio de navalha, cortando o silêncio do ambiente com uma frieza que sinalizava que qualquer tentativa de diálogo sobre Henry e Karen havia acabado de morrer.
_"A atual noiva do meu ex e a gravidez dela não me interessam em absolutamente nada, Enzo",
Disparou ela.
_"Eu só quero esquecer que essa maldita família Salvattore existe. Eles são passado, e um passado que eu faço questão de enterrar e jamais lembrar que já convivi com aquelas cobras."
Ela finalmente parou, levando a mão ao ventre com um gesto protetor.
_"O único Salvattore que eu amo, e que realmente importa agora, é o Henrico. Ele está crescendo forte e saudável aqui dentro, e é a única ligação que me resta com esse sobrenome."

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