BUSCANDO O APOIO DOS SALVATTORE
O ar na biblioteca da mansão Salvattore estava pesado com o perfume caro de Karen e a tensão que emanava de cada gesto dela. Sentada em uma poltrona de veludo, ela mantinha as mãos sobre a barriga, mas o brilho em seus olhos não era de ternura, e sim de pura indignação.
Valentina, sempre elegante, observava a cena enquanto servia uma dose generosa de licor para si mesma.
_ Eu nunca imaginei que passaria por isso, Valentina. A frustração tem gosto amargo: eu fui completamente anulada. Como é que o Henry tem a coragem de me excluir da escolha dos nomes? É uma humilhação que eu não desejo para ninguém. Parece que meus desejos e sonhos para esses bebês não têm espaço para ele.
Karen exclamou, a voz trêmula.
_Eu planejei cada detalhe. São os nomes dos pais dele! É uma homenagem, uma linhagem... e o Henry simplesmente descartou como se eu estivesse escolhendo a cor das cortinas. Ele disse 'não' sem nem hesitar!
Ela se virou para Lorenzo, que permanecia em sua cadeira de rodas junto à lareira, com a imponência que só o patriarca dos Salvattore possuía.
_Não vim aqui para pedir permissão, Lorenzo, vim exigir respeito. A forma como seu neto me ignora, como se eu não tivesse voz nas decisões desta família, chegou ao limite. Sou eu quem está garantindo a continuidade do nome de vocês, carregando os herdeiros dele, e ainda assim sou barrada na porta como uma intrusa. Se eu sou o sangue que nutre essa geração, exijo ser tratada como parte da mesa, e não como uma estranha que observa de longe. Os nomes que escolhi não podem mudar.
Lorenzo conduziu a cadeira de rodas lentamente até ela, colocando uma das mãos sobre o ombro da nora. Sua voz era profunda, carregada de uma autoridade que não precisava de gritos para ser ouvida.
_Calma, Karen. Controle-se!

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