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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 115

LORENZO PASSA MAL

O ar no escritório da mansão Salvattore estava pesado, saturado pelo cheiro de mogno e pelo rancor acumulado de gerações. Lorenzo Salvattore, o patriarca cujas mãos agora tremiam sobre o colo, encarava o neto com olhos que ainda preservavam o fogo do comando, apesar da fragilidade da cadeira de rodas. Ao seu lado, Valentina mantinha uma postura rígida, o rosto tenso pela antecipação da discussão que veria acontecer a seguir.

— Sente-se, Henry!

Ordenou Lorenzo, a voz rouca, mas autoritária.

— Não estamos aqui para sugestões. Karen escolheu os nomes dos herdeiros e eu já dei minha bênção. Os gêmeos serão batizados como Giovanna e Henrico, e isso é uma ordem clara.

Henry nem sequer tocou na cadeira. Ele permaneceu de pé, os punhos cerrados, uma sombra de amargura cruzando seu rosto jovem e bonito.

— Nunca vovô, ela que procure outros nomes, menos esses!

Henry disparou, a voz gélida e cortante.

— Essas crianças jamais levarão os nomes dos meus pais. Eu não vou permitir que Karen use essas crianças para nos chantagear.

A reação foi imediata. O rosto de Lorenzo passou do pálido ao rubro em segundos.

— Como ousa?

Rosnou o velho.

— É uma honra! É a linhagem Salvattore se perpetuando, e Karen nos abençoou com duas crianças, ela merece colocar os nomes que quiser, devemos isso a ela. Karen trouxe um brilho diferente para nossas vidas. Diferente daquela brasileira seca que você se casou no passado.

Henry olhou furioso para o avô:

_ Não ouse falar no nome da Zoe, ela foi massacrada aqui por você vovô.

Lorenzo esbravejou:

_ Seu... Seu moleque!

— Lorenzo, por favor, acalme-se!

Valentina interveio, colocando a mão no ombro do patriarca sentindo a batida errática em sua jugular.

— Lembre-se do seu coração. Henry, tente entender... Karen está decidida. Ela não quer outros nomes, e seu avô concorda que é a forma mais alta de respeito. Os gêmeos devem ser Giovanna e Henrico. É o desejo da família. Por favor, aceite.

— EU NÃO ACEITO! JAMAIS!

Henry gritou, o som ecoando pelas paredes do escritório, fazendo os cristais da cristaleira vibrarem.

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