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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 149

A voz de Enzo, geralmente firme e segura, parecia prestes a quebrar. Ele não entrou em detalhes, mas as palavras foram diretas: outra briga violenta com os pais, as malas feitas às pressas e o adeus definitivo à mansão dos Mancini. Ele precisava dela. E precisava agora, na privacidade de sua cobertura.

Antonella não hesitou. Ela conhecia o caminho de cor.

Às 19h45, quinze minutos antes do combinado, o elevador privativo bipou, abrindo as portas diretamente na sala de estar do apartamento. O ambiente estava na penumbra, iluminado apenas pelas luzes da cidade que entravam pelas grandes janelas de vidro. Assim que os olhos dele encontraram os dela, ele não perdeu tempo com cumprimentos ou formalidades; deu dois passos longos e a puxou para um abraço apertado, enterrando o rosto em seu pescoço.

Ele respirou fundo, o hálito quente contra o rosto dela.

— Agora você entende que eu sou louco por você? Você é o único fogo que me mantém vivo, as outras mulheres perderam o encanto depois de você.

Ele deslizou os lábios até o lóbulo da orelha dela, a voz tornando-se uma promessa.

O ar no ambiente parecia ter se esgotado. Enzo deslizou a mão pelo pescoço de Antonella até a nuca, os dedos enroscando-se nos fios de cabelo com uma força possessiva que a obrigou a inclinar a cabeça para trás. O olhar dele era uma promessa perigosa; o desejo incendiava cada traço de seu rosto másculo. Quando ele se inclinou, seus lábios pairaram a milímetros dos dela, e ela sentiu o calor irradiando do corpo dele, fundindo-se ao seu. A respiração dela estava entrecortada, o peito subindo e descendo em um ritmo frenético sob o tecido da roupa dela.

Os dedos dele agora desciam pela lateral de seu pescoço, lentos e firmes, como se ele estivesse saboreando o domínio que exercia sobre ela. Um gemido baixo e involuntário escapou da garganta de Antonella.

— Enzo…

O nome dele saiu como um sopro trêmulo, carregado de uma urgência que ela mal conseguia dizer.

Enzo não respondeu de imediato. Ele apenas intensificou o aperto, explorando a curva do seu corpo com uma calma torturante.

— Shhh…

Sussurrou ele, a voz rouca vibrando contra a pele dela.

— Aproveite cada segundo, porque eu vou fazer você se perder… e você vai me implorar por mais.

Antonella mordeu o lábio inferior, um sorriso carregado de expectativa surgindo em meio ao transe. O anúncio dele veio como um decreto:

— Você é minha e eu sou seu!

Antes que ela pudesse respirar, Enzo rosnou contra seus lábios e a tomou em um beijo selvagem. Não havia delicadeza ali; era uma invasão brutal. A língua dele dominava a dela sem piedade, um prelúdio faminto do que ele pretendia fazer com o resto de seu corpo. Quando ele finalmente se afastou, deixando os lábios dela inchados e o olhar turvo, murmurou contra a pele quente de seu pescoço:

—Eu te amo, jamais duvide disso!

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