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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 205

O relógio marcava exatamente vinte horas quando os faróis do carro de Caterina iluminaram a portaria do condomínio onde Juliana morava. Assim que a autorização de entrada foi concedida, não demorou muito para que o som agudo e insistente da campainha ecoasse pela sala do apartamento.

Ao abrir a porta, Juliana deu de cara com Caterina. Ela sustentava um sorriso carregado de puro sarcasmo nos lábios, mantendo uma postura ereta e provocadora.

Juliana nem sequer abriu espaço total na passagem. Mantendo a voz firme e um tom glacial, deu a ordem:

— Pode entrar, mas seja breve. Não tenho tempo a perder com conversas fiadas.

Caterina soltou uma risada debochada e, ignorando a hesitação da anfitriã, passou por ela sem pedir licença. Caminhou com passos lentos e firmes até o centro do cômodo, jogando sua bolsa de grife sobre o sofá de couro com total desdém.

— Serei brevíssima empregadinha.

Respondeu Caterina, virando-se devagar.

— Só vim até aqui para lhe deixar um aviso urgente.

Juliana cruzou os braços na altura do peito, sustentando o olhar da visitante sem demonstrar fraqueza.

— Estou ouvindo.

Caterina correu os olhos com desprezo pela decoração do apartamento, soltando um suspiro de superioridade antes de fixar suas pupilas em Juliana. O tom de sua voz baixou, tornando-se venenoso:

— Vim para garantir que você cumpra estritamente o que está naquele contrato de falso namoro com o Nicola. E, acima de tudo, para avisar: não ouse olhar para ele com outros olhos. O Nicola é meu homem, sempre foi e sempre será. Você? Você não passa de uma mera transação comercial. Uma empregadinha contratada que está sendo muito bem paga para fingir um papel que nunca será seu.

Juliana não estremeceu. Em vez disso, encarou Caterina com calma calculada, percorrendo-a com o olhar de cima a baixo, da ponta dos sapatos até o último fio de cabelo perfeitamente alinhado. Então, com um sorriso gélido que desfez instantaneamente a provocação da rival, respondeu:

— E por que exatamente eu deveria ouvir uma mulher desavergonhada que se enfiava na cama do próprio cunhado? Você e a sua família, por apoiarem uma podridão dessas, não passam de um bando de vermes.

Incapaz de suportar a humilhação, Caterina avançou com o rosto distorcido pela raiva.

— Quem é você para chamar meus pais de vermes?!

Gritou.

O som do impacto ecoou na sala. Juliana desferiu um tapa tão violento que a cabeça de Caterina girou para o lado. A "princesinha" dos Visconti paralisou. A marca vermelha dos dedos subia rapidamente pela sua pele branca, acompanhada pelo choque absoluto: como a "empregadinha" ousara tocá-la?

— Esse tapa...

Disse Juliana, a voz gélida.

— Foi por você ser a amante sem-vergonha do marido da sua irmã, e por ter a audácia de me ameaçar na minha própria casa.

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