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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 216

O silêncio do apartamento era ensurdecedor, mas Nicola estava ocupado demais travando uma guerra civil na própria mente. A madrugada já avançava sem pedir licença e, para surpresa dele, ele continuava ali: completamente insone, desorientado e refém da própria memória.

Pior que ser feito de refém da falta de sono, era o inventário mental que sua cabeça insistia em rodar em looping.

Os flashbacks voltaram... Aquela boca ridícula de tão perfeita. Aquelas pernas compridas que pareciam não ter fim.

Aquele cabelo castanho que cheirava a confusão garantida.

Ele girou o líquido âmbar no copo. Já era o terceiro conhaque. Nicola estava sentado na poltrona do escritório, imerso no breu absoluto, encarando a janela como se as luzes da cidade de Milão fossem lhe dar alguma resposta inteligente. Tédio? Talvez. Mas, sinceramente, tédio era tudo o que ele mais queria na vida depois do desastre que tinha sido aquela noite.

Tudo começou a dar errado no evento. Primeiro, veio a cena inacreditável de Juliana abraçando um garçom estranho e, como se não bastasse, acusando ele, Nicola, de envergonhá-la por causa do tal do Riccardo. Um ex que fazia ela dá o sorriso mais lindo.

Depois, o palco da tragédia se mudou para o apartamento dela. E foi lá que a desgraça se consolidou: o maldito, inconveniente e o ridículo desejo que ele começou a sentir por ela.

_ Por Deus, Nicola, raciocine!

Ele repetia para si mesmo no escuro, apontando um dedo acusador para o próprio peito.

Juliana era sua funcionária. Para piorar, era sua namorada de mentira. E, acima de tudo, era meio maluca, ele sempre a viu assim, sem tirar nem pôr. Claro que, lá no fundo, ele não era cego; percebia perfeitamente aqueles olhares maliciosos que ela disfarçava mal. Ela o observava, o analisava, o desejava... mas ele jurava que tinha a situação sob controle. Mas ele não tinha.

Nicola fechou os olhos e reviveu o exato segundo em que o cérebro dele pifou: o momento em que se deu conta de que ela estava beijando ele de volta.

CAPÍTULO 216 1

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