O sol de domingo entrava generoso pelas janelas do apartamento, trazendo aquele clima preguiçoso e acolhedor. Exatamente às onze e meia da manhã, a campainha tocou.
Zoe correu para abrir a porta, com um sorriso que Henry, ou melhor, Lucca, já considerava o ponto alto do seu dia.
Ao ver Lucca parado ali, com um semblante leve, ela não conteve a alegria.
— Lucca! Que bom que você veio!
Ela exclamou, puxando-o para dentro.
— Eu não perderia por nada.
Ele respondeu, dando um beijo ne Zoe, da porta ele já sentindo o perfume de tempero caseiro que já dominava o ambiente.
Zoe o conduziu pela mão até a sala de jantar, onde uma senhora de olhar gentil terminava de arrumar a mesa.
— Mãe, este é o Lucca. Lucca, esta é a dona Laura minha mãe.
Henry deu um passo à frente, exibindo a polidez que anos de etiquetas na alta sociedade lhe deram, mas com a simplicidade que o disfarce exigia. Ele apertou a mão de Laura com um sorriso encantador.
— É um prazer enorme conhecê-la, dona Laura. Agora eu entendo perfeitamente de onde a Zoe puxou tanta beleza. É de família.
Laura soltou uma risada tímida, mas visivelmente lisonjeada. Seus olhos brilharam de imediato; aquele rapaz tinha uma aura de "bom genro" que a conquistou antes mesmo do primeiro prato ser servido.
O almoço foi uma verdadeira imersão cultural para o herdeiro do Grupo Salvattore. Acostumado com pratos minimalistas e jantares de gala, Henry se viu diante de uma feijoada completa, arroz soltinho, farofa e couve refogada.
— Isso está simplesmente divino.
Disse Henry, após a primeira garfada.
— Eu nunca comi algo com tanto sabor.
— Que bom que gostou, Lucca! Fiz com muito carinho.
Respondeu Laura, radiante. Ela observava satisfeita enquanto ele se servia pela segunda vez, provando que a simplicidade brasileira era o verdadeiro luxo para sua alma cansada de protocolos.
Após o almoço, Zoe puxou Lucca para o sofá e trouxe um álbum de fotos antigas, com a capa um pouco gasta.
— Quero te mostrar como eu era no Brasil.

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