O CEO sem coração Briga entre Linda e Kettelyn

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Quarta-feira

LINDA

Rômulo apareceu na minha casa. Eu não esperava que ele iria vir me encontrar por aqui, diante dos conselhos que recebemos de que era melhor ficar distante. Pelas falas dele eu achei que ele não iria vir atrás de mim.

— Entra. — o apressei e assim que ele entrou eu Fechei a porta. — O que te fez mudar de ideia sobre vir aqui? — a curiosidade falou mais alto.

— Linda, você não imagina o que é a Kettelyn fez. — ele estava tenso.

— O que? — franzi o cenho, preocupada.

Tinha que ser algum motivo bem forte para traze-lo aqui, quebrando as ideias dos advogados.

— Ela ameaçou o médico. Lembra do Dr. Alves, que cuidou de você quando você estava machucada? — ele me encarou desorientado e eu só lembrei desse cara agora. Balancei a cabeça. — Ela fez com que ele fosse até a polícia dizer que eu tinha te machucado. Certamente a polícia vai vir atrás de mim por causa das provas.

Que desgraçada!

— Ele falou, mas não tem provas!

— Ele viu, Linda! Ele viu com os próprios olhos dele e você ainda tem a cicatriz, que só comprovam o que ele falou. — ele me explicou totalmente perturbado, balançando os braços. Depois sentou no sofá e apoiou a testa nas palmas das mãos. — Não tem para onde fugir, Linda. Mesmo que você esteja dizendo que não, a Kettelyn arranjou todas as provas para me levar para cadeia.

— Maldita filha da puta! — praguejei serrando dentes e punhos. — Eu disse que vou acabar com ela. Quando encontrar com aquela vaca eu vou me acertar bonito com ela! Você vai ver!

— Não, Linda. — ele levantou a cabeça para mim. — Eu não quero mais que você se meta com essas pessoas. Os meus advogados já estão trabalhando para colocar ela na cadeia por causa da ameaça de morte que ela fez ao médico. Provavelmente ela também vai presa. Não é possível que os meus advogados não vão consegui fazer alguma coisa.

— E você?

Ele era a minha maior preocupação agora. Parece que está conformado com a situação. Eu não concordo com isso. Eu não vou me conformar com isso!

— Meus advogados vão fazer alguma coisa. Isso aconteceu hoje à noite. Eu não sei se vou ficar livre.

— Vai sim. — sentei ao seu lado e segurei a sua mão. — Eu não quero que você fique distante de mim.

— Eu também não, mas se acontecer eu não quero que você esqueça que o que eu sinto por você é de verdade. — ele me encarou, com o rosto não tão longe do meu. — Muitas pessoas vão falar que você estava, sei lá, com aquelas síndromes, alguma coisa desse tipo porque nós apaixonamos, vão tentar acabar com a sua relacionamento, invalidar os nossos sentimentos. — ele acariciou o meu rosto.

— Não existe nada disso. Você sabe muito bem que nós brigamos muito, mas muito para chegar aqui e nós éramos namorados por contrato, em algum momento isso poderia se tornar real.

— Eu sei.

— Eu não vou acreditar em nada que me digam.

Ele me beijou lentamente e quando nossos lábios se afastaram, ele deixou sua testa encostada na minha. — Linda, independente do que aconteça comigo, eu quero que você nunca esqueça que eu te amo. Tá bom? — deslizou sua não até o meu queixo.

— Você é a única pessoa que eu tenho. Eu não quero ficar sem você. — não consegui segurar as lágrimas e comecei a chorar. — Você sabe que eu também te amo. Isso tudo é muito injusto com a gente, porque nós já passamos por muita coisa juntos, nós já superamos o que aconteceu e agora esse problema voltou e está fora do nosso controle.

— Espero que você não esteja pensando naquele contrato. O meu pai já até o queimou. Linda, faça com seu coração mandar, independente o que aconteça comigo.

— Eu nunca faria nada para te prejudicar. Não agora.

Quinta-feira

Fui ao supermercado comprar algumas coisas e logo percebi que estava sendo observada. Eu vi algumas risadinhas e fiquei um pouco perturbada com isso. Fiquei pensando se essas pessoas estavam rindo por causa do que eles estão falando do Rômulo. Fiz as minhas compras, que eram coisas poucas. Eu estava sem trabalhar nessa quinta, porque o advogado disse que depois dessa segunda denúncia seria melhor eu ficar longe do Rômulo mesmo.

O Rômulo também falou toda a verdade para o Gustavo e meu chefe me ligou, dizendo que lamentava o que aconteceu e que eu deveria ter falado antes. Fiquei com medo se ele iria se opor ao Rômulo, mas eu espero que Rômulo tenha explicado tudo o que aconteceu depois daquele fim de semana complicado.

Eu passei a noite com o Rômulo e fiquei bastante perturbada com essa história de segunda acusação contra ele.

Aquela mal amada, cretina, teve a coragem de ameaçar o médico!

Eu nem lembrava desse cara, porque faz tanto tempo que isso aconteceu e ela fez com que ele falasse para polícia sobre os meus machucados e agora é como se nós estivéssemos em contagem regressiva para a qualquer momento acontecer alguma coisa com o Rômulo por causa dessa acusação.

Então para me distrair, eu resolvi fazer um bolo. Mas eu só tinha o açúcar em casa e a margarina. Não tinha nem leite, nem a farinha de trigo, nem os ovos e nem algum recheio.

Então comprei tudo isso no supermercado e quando esperava o Uber chegar para me levar para casa, eu senti um perfume insuportável de uma pessoa insuportável que eu estava doida

Olhei para trás e vi a Kettelyn. Ela estava olhando para mim com aquela soberba desgraçada na cara.

Olha só se não é a golpista! Está fazendo comida para levar para o namorado na prisão?

Dei um sorriso de canto e então andei calmamente até ela.

Kettelyn, como vai? Deve estar bem feliz depois de fazer o que fez com a gente. Depois de acabar com a nossa paz.

Ainda não. Eu não soube se o Rômulo foi preso e quando isso acontecer, aí sim a minha felicidade vai estar completa.

Que ódio dessa desgraçada!

Que ódio!

Mas eu sorri. — Sabe que eu estava doida para te encontrar?

Ah, sério? Queria me agradecer, já que eu te livrei do seu agressor? Depois até que eu fiquei com uma peninha de

Ah, foi? — fingi que estava surpresa. — Pois então, né. Eu queria mesmo te dar alguma coisa, mas não vou te agradecer não. Olha aqui o que eu trouxe para você. — levantei a sacola com as compras e acertei direto na cabeça

se desequilibrou para trás e caiu. A sacola se rasgou por causa da caixa de leite e as compras se espalharam no

fui para cima dela, sentei na sua barriga e lhe acertei uns bons tapas no

é para você nunca mais atravessar o meu caminho e se meter no

Peguei a farinha de trigo e esfreguei na cara dela, aproveitando que o saco já estava rasgado. Ela ficou toda suja de farinha, toda branca e esfreguei até entupir o nariz e enche a cara dela toda. Os cabelos ficaram todos cheios de farinha, depois acertei mais tapas

apertando meus braços e eu senti a minha pele sendo penetrada pelas suas unhas, mas a minha raiva era tão grande, que eu não sentia dor. Eu só queria encher a cara dela de

as mãos em seus cabelos e levantei sua cabeça, depois sacudir para frente para trás. Doida para bater ela no chão, que é para ela ter uma prova de que eu dei uma surra daquelas nela.

Nunca mais você cruze o meu

— Golpista! Interesseira!

mais outros tapas, enquanto dizia tudo que tinha dentro de mim, joguei pra fora toda a minha raiva dentro de mim.

alguém me tirou de cima dela, não me deixou acabar com ela.

deixa calar a

do supermercado não me