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O Divórcio do Bilionário: Meu Coração Morreu na Prisão romance Capítulo 10

Mas por que, instantes atrás, ele havia dito: "Ela é a minha esposa legítima"?

Ela não havia deixado os papéis do divórcio assinados para ele? Bastava que ele assinasse, aguardasse o período de reflexão de um mês, e ele teria sua tão sonhada liberdade.

Não era isso que ele mais desejava?

De repente, a porta da Sala VIP foi aberta por dentro. Marina deu um salto, voltando à realidade, e se virou para tentar fugir de fininho.

— Pare aí!

Para o seu terror, quem a chamou foi... Ele! Henrique!

Marina estancou no mesmo instante. Sua espinha congelou e seu corpo inteiro virou gelo, paralisada onde estava.

Uma onda de frio subiu da sola de seus pés, percorrendo seu sangue até o topo da cabeça.

Será que... ele... ele a havia reconhecido?

O que... o que ele faria com ela para vingar Lívia?

— Qual é o seu nome? — a voz cheia de desconfiança de Henrique soou, exatamente como ela temia.

A mente de Marina sofreu um estrondo, como se um raio houvesse caído em sua cabeça.

— Vire-se e seja clara. Qual o seu nome? — a voz grave e autoritária de Henrique ordenou às suas costas.

Marina fechou os olhos e respirou fundo... Ela sabia que dessa vez não havia como escapar.

Virou o corpo rigidamente, mas não respondeu. Em vez disso, começou a fazer gestos rápidos com as mãos.

Por sorte, ela tivera uma colega de cela muda na prisão que lhe ensinara a língua de sinais. Ela sinalizou de forma tão ágil e natural que Henrique não percebeu a menor falha em sua atuação.

Henrique franziu a testa, a arrogância evidente em seu rosto: — Ah, então você é realmente muda!

Instantes atrás, num momento de delírio, ele havia achado que aquela tia da limpeza fosse Marina...

Porque a silhueta dela se afastando, por uma fração de segundo, pareceu incrivelmente com a dela... Foi por isso que ele, num impulso ridículo, saiu correndo atrás da mulher.

Henrique ajeitou os óculos com uma expressão de total impaciência e tédio.

Observando a figura alta e imponente de Henrique se virar e ir embora, Marina ficou ali, atônita... Sentimentos de amargura e desolação sombria inundaram o seu peito!

A única coisa que faltava era o coração partido!

Os três anos trancada na prisão foram solitários e longos demais... Mesmo que ela tivesse sido um ouriço antes, todos os seus espinhos já haviam sido brutalmente arrancados.

Agora, tudo o que restava em relação a ele era uma sombra sombria e pavor... A única coisa que desejava era fugir o mais longe possível de suas garras.

Uma vez que tivesse estabilizado seu emprego, a outra coisa que Marina faria era limpar seu próprio nome.

Naquela tarde, em sua folga, ela tirou o uniforme largo, voltou a usar suas roupas comuns, pegou um ônibus e foi até a Delegacia de Polícia Civil.

Ao saber que alguém estava ali para reabrir o caso de três anos atrás, o ocupado Oficial Dias, capitão da divisão de homicídios, franziu a testa profundamente.

Ele deu uma longa tragada no cigarro e, com os dedos amarelados de nicotina, jogou a bituca dentro de uma garrafa de água mineral, que já estava preenchida pela metade com guimbas de cigarro velhas.

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