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O Divórcio do Bilionário: Meu Coração Morreu na Prisão romance Capítulo 6

Não ousava ir para a casa da família do marido, nem podia voltar para a sua própria família... Agora, ela estava verdadeiramente sem teto!

Marina caminhava sem rumo pelas ruas, enfrentando o vento gélido, tremendo de frio, com o nariz completamente vermelho...

De repente, lembrou-se de um conto que lera nos livros escolares, "A Pequena Vendedora de Fósforos", e sentiu que agora ela mesma era aquela garotinha: pobre, com frio e faminta...

Parando os passos, viu uma lanchonete que exibia uma placa de atendimento vinte e quatro horas. Havia vários moradores de rua passando a noite lá dentro. Ela percebeu que realmente não tinha para onde ir... Cerrou os dentes e, engolindo o orgulho, entrou. Encontrou um canto e decidiu deitar a cabeça na mesa para dormir ali naquela noite.

Afinal, qualquer coisa seria melhor do que morrer congelada lá fora.

No entanto, ela não conseguiu pregar os olhos a noite toda. A mesa e as cadeiras eram frias e duras, os roncos dos mendigos soavam como trovões, e, de vez em quando, alguém abria a porta para entrar e comer... Marina sentia-se como se estivesse sentada sobre pregos, cada minuto parecia durar uma eternidade.

Mas ainda assim, era melhor do que estar na prisão!

Ela permaneceu em silêncio, deitada sobre a mesa, consolando-se com esse pensamento.

Fosse como fosse, ela finalmente havia recuperado a sua liberdade!

Apenas quem já passou por isso entende o quão maravilhoso é ser "livre"!

A liberdade significava que o futuro estava cheio de esperança!

De repente, algo tocou o seu pé. Ela deu um sobressalto e despertou bruscamente.

Num reflexo condicionado, levantou-se num salto, ergueu a cabeça, estufou o peito e gritou em voz alta: — Oficial, número 628 se apresentando!

Isso assustou a todos no local, que passaram a encará-la com espanto.

Marina levou alguns segundos para finalmente processar o que havia feito.

Seu rosto ficou pálido, depois vermelho... Ela queria cavar um buraco no chão e se esconder.

Ela não estava mais na prisão, estava do lado de fora. Já havia sido libertada!

Mas, no meio do torpor do sono, pensou que o guarda prisional estivesse fazendo a chamada, por isso...

Marina não teve escolha a não ser procurar em outros lugares, mas ou as vagas estavam preenchidas, ou não ofereciam alojamento e comida, o que não lhe servia.

Até que...

Marina parou, segurando sua bagagem, diante de uma porta resplandecente, com o coração apertado e sentimentos confusos.

O Clube Celeste era uma das casas de entretenimento mais exclusivas e luxuosas de Marbelo!

Como a outrora principal Senhorita de Marbelo, ela já ouvira falar desse lugar, mas nunca o havia frequentado — afinal, as garotas que apareciam ali eram apenas brinquedos para o entretenimento dos homens. Com seu antigo status nobre, ela jamais se rebaixaria a pisar num lugar assim.

Mas agora, tudo havia mudado drasticamente...

Ao lado da entrada principal, havia um papel afixado que dizia: "Contrata-se três faxineiras".

Ela ficou de pé na porta, recebendo o vento frio por um longo tempo... até finalmente reunir coragem e entrar, carregando sua mala.

— Ei, o que você está fazendo?

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