De repente, um homem bêbado e sorridente disse: — Henrique! Sr. Henrique! Toda vez que a gente marca de se encontrar você se recusa a sair, como é que hoje nos deu a honra da sua presença?
Marina sofreu um choque violento. Seu corpo inteiro enrijeceu no mesmo instante. O pano que segurava caiu na água do balde com um barulho, espirrando água, e o homem que estava ao lado sofreu as consequências.
— Que porra é essa que você está fazendo?
O homem levantou-se num pulo, transbordando fúria.
No mesmo instante, o grito atraiu a atenção de todos na sala.
Incluindo a de Henrique.
O coração de Marina veio à boca, batendo de forma frenética e desesperada... Ela quase desmaiou.
Ele... ele finalmente havia aparecido!
Mas ela não tinha certeza se o Sr. Gabriel a havia traído ou se era apenas uma coincidência brutal...
Com medo de que Henrique reconhecesse sua voz, Marina fingiu ser muda, curvando-se ininterruptamente para pedir desculpas ao Sr. Castro.
— Ah, então ela é muda!
— Calma, Sr. Castro, não se irrite! A tia da limpeza não fez por mal! Hoje, em consideração à ilustre presença do Sr. Henrique, não pegue no pé da faxineira! — alguém interveio para amenizar a situação.
A expressão do Sr. Castro mudou imediatamente. Ele voltou a sentar, resmungando: — Tem razão. Se não fosse pelo respeito que tenho ao Sr. Henrique hoje... Hmph! Mesmo você sendo muda, eu jamais a perdoaria!
A ferocidade nas palavras dele fez Marina ter um calafrio repentino.
Exatamente! Eles eram da mesma laia que Henrique... E como Henrique era o líder daquele grupo de crápulas, era evidente que ele era ainda mais aterrorizante que todos eles!
Foi só então que Henrique respondeu de forma fria e indiferente à pergunta anterior: — Não tive hora extra hoje à noite, então vim.
O homem que havia perguntado, porém, desatou a rir. Abraçou mais forte a mulher que estava no seu colo, piscou o olho e disse com um tom carregado de malícia: — Não brinca? Ouvi dizer que a sua esposa já saiu da prisão! Por três anos, o Sr. Henrique dormiu em uma cama vazia e solitária. Mas agora que ela saiu, o Sr. Henrique não deveria estar abraçado a ela todas as noites?
— Hahahaha...
Marina tremeu de novo, quase enfiando a vassoura no Sr. Castro.
Por sorte, ela se conteve a tempo... Caso contrário, o Sr. Castro estaria em apuros naquela noite!
— Sr. Henrique, você e sua esposa ficaram separados por três anos. Agora, na hora de matar a saudade, a distância só aumenta o desejo, não é verdade? Como um reencontro melhor que a lua de mel! Hahahaha...
Há três anos, Lívia havia sido atropelada por um carro, sangrando profusamente...
Mais tarde, ao ser levada ao hospital para atendimento de emergência, não demorou muito para que o médico saísse da sala de reanimação e informasse a Henrique, com pesar, que o coração de Lívia havia parado de bater.
A polícia entrou imediatamente com uma investigação.
Contudo, após dias investigando e não encontrando nada, concluíram que o atropelamento fora um trágico acidente!
Até mesmo o motorista havia perdido a vida no acidente!
Mas Henrique estava convencido de que fora Marina quem havia assassinado Lívia.
Mais tarde, ele encontrou provas que supostamente confirmavam Marina como a assassina.
No entanto, Marina sabia muito bem que as evidências que Henrique havia encontrado foram fabricadas por alguém com a intenção de incriminá-la! Alguém as deixou para que Henrique as descobrisse de propósito, mandando Marina diretamente para o tribunal.
Mas quem era essa pessoa? Por que fazer uma coisa dessas?
Marina tinha plena consciência de que apenas descobrindo a verdade por trás de tudo aquilo conseguiria reverter a condenação e lavar sua honra.

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