O estrangeiro romance Capítulo 22

Acordei nos braços de Hunter. Estava amanhecendo, eu nem tinha percebido quando dormi, estava exausta na noite anterior.

Ele estava dormindo tranquilamente, como era lindo.

Saí de seu abraço lentamente para não o acordas, vesti meu pijama e caminhei lentamente até meu quarto. Hoje era sábado, sendo assim eu poderia dormir até mais tarde. Entrei em meu quarto e me joguei em minha cama, como eu estava apaixonada por aquele homem maravilhoso.

Acordei com minha mãe batendo na porta, confusa fui abrir a porta e ela estava com uma cesta de roupas sujas em mãos. Ela sorriu para mim e entrou no quarto rapidamente.

─ Bom dia, querida.

─ Bom dia, mamãe. ─ Esfrego os olhos ─ dia de lavar roupas?

─ Sim, a casa está de pernas ao ar.

Me deitei novamente em minha cama, mexi em meu celular enquanto ela pegava as roupas sujas. Respondia algumas mensagens de Adam quando minha mãe parou e me encarou com alguma coisa nas mãos, voltei minha atenção a ela e era a camisa que havia pegado no quarto de Hunter. Eu saltei para fora da cama com medo da expressão em seu rosto.

─ O que é isso, Charlie? ─ perguntou me metralhando com o olhar.

─ É uma camisa, mamãe.

─ Eu sei que é uma camisa, mas o que eu quero saber é como essa camisa masculina ─ enfatizou a última palavra ─ está fazendo no seu quarto!

─ Eu não sei mãe, Emma deve ter deixado aqui. Roupas masculinas são sempre mais confortáveis. ─ digo trêmula.

─ Emma sempre usa roupas estupidamente curtas, acha mesmo que eu acredito que isso seja dela?

Tento pegar a camisa, mas ela puxa de volta.

─ Você acha que eu sou palhaça? Está tirando uma onda comigo? ─ ela estava furiosa. ─ vou falar com seu pai a respeito disso! E se ele não tomar alguma providência, eu irei tomar.

Ela saiu de meu quarto batendo os pés fortemente no assoalho. E eu estava amedrontada, se eles descobrissem que aquilo pertencia à Hunter, eu estava ferrada e nem vou falar em Hunter. O pior é que eu peguei aquilo quando nada acontecia entre nós, mas como eu explicaria que invadi se quarto? Eu estava perdida.

Me joguei em minha cama e tentei me acalmar. Era só uma camisa, poderia ser de meu pai ou um engano de Rins que já está velha.

Tomei banho e me vesti, desci para tomar café e minha mãe parecia mais furiosa ainda. Meu pai folheava um jornal enquanto ela servia o café para ele. Me sentei de frente para meu pai e minha mãe me serviu café, ainda assim com raiva. Sentou-se ao lado de meu pai e suspirou.

─ Querido, temos que conversar sobre algo. E envolve Charlie. ─ falou sem pestanejar.

─ Mãe, por favor, eu não sei nada sobre isso. ─ digo.

Eu odiava a forma que ela me tratava, minha mãe não conseguia entender que eu simplesmente cresci, desde que eu comecei a dar sinais de interesse em meninos, ela permanecia a comprar roupas de criança para mim. Enquanto as outras meninas da minha idade usam lingeries eu usava calcinhas de criança.

Para minha sorte, ou azar, Hunter desceu para se juntar a nós e minha mãe se calou, pois "nossos problemas não envolviam os hóspedes", disse meu pai, uma vez que discutia com minha mãe na frente de um hóspede.

─ Bom dia. ─ indagou Hunter. Nos retribuímos, mas ele percebeu o clima tenso e calou-se. Tomou apenas um café e saiu com uma fruta na mão.

Minha mãe se posicionou e limpou a garganta.

─ Querido, achei uma camisa masculina no quarto de Charlie.

Meu pai parou o que estava fazendo e me encarou suspirando.

─ De quem é a camisa, Charlie? ─ perguntou franco.

─ Eu já disse que não sei. Ela apareceu nas minhas roupas e eu apenas a usei pensando que fosse sua. ─ Minto.

─ Certo, deve ser minha e Rigs acabou enganando. ─ ele fala como se não fosse nada.

─ Você só vai dizer isso? Amor, pode não ser sua!

─ O que você quer que eu faça, Donna?! Charlie já está crescendo, não posso evitar que ela faça sexo. ─ disse bufando. ─ Você só achou uma camisa, não foi uma camisinha ou algo do tipo.

Minha mãe suspirou e parecia incomodada.

─ Ela é apenas uma criança, não faz sexo. ─ Indagou minha mãe sem jeito — pare de falar esse tipo de coisa na frente dela.

─ Pelo que eu me lembre, nós tínhamos relações sexuais no seu quarto escondido dos seus pais, sempre que podíamos eu passava a noite no seu quarto. Francamente querida, você não confia na sua própria filha? Está fazendo tempestade em copo d'água.

Minha mãe parecia incomodada de uma forma que eu nunca tinha visto, ela não gostava de ser refutada. Eu estava apenas acompanhando a discussão dos dois enquanto comia.

─ Certo, me desculpe Charlie. ─ disse minha mãe com expressão envergonhada.

─ Está tudo bem mamãe. Mas eu quero a camisa de volta, foi bom dormir com ela e sentir o cheiro do papai. ─ Minto novamente.

Minha mãe sai da mesa e vai para cozinha buscar algo, mas eu sabia que ela tinha ido esconder sua expressão de vergonha.

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